[o artigo abaixo contém spoilers]
A dupla Geoff Johns e Gary Frank está de volta para mais um capítulo na nova vida do Shazam. Logo de cara percebe-se uma melhora bastante consistente em relação ao capítulo anterior, já que a dupla começa a colocar mais claramente conceitos a serem desenvolvidos mais adiante.
Diferentemente do que foi apresentado na edição anterior de Justice League, o segundo capítulo de Shazam traz alicerces importantes para a criação de seu novo universo, baseado tanto nas histórias mais antigos como nos pequenos detalhes exibidos em Ponto de Ignição (Flashpoint). Naquela história, o Shazam (na verdade Capitão Trovão) era um ser poderoso convocado por cinco jovens (os S.H.A.Z.A.M.), e o líder deste grupo era ninguém menos que Billy Batson.
Aproveitando-se da ideia, Johns fez com que o casal que adotasse Billy já tivesse uma casa cheia de adolescentes, e seus nomes são bem conhecidos dos leitores de Flashpoint: Mary (que provavelmente será descoberta em breve como sendo uma Batson), Freddie Freeman, Pedro Peña, Eugene Choi (algum parentesco com Ryan Choi, talvez?) e Darla Dudley. Ainda que apenas Freddie tenha se apresentado com sobrenome, é muito possível que o autor mantenha estes nomes da saga anterior.
Ao excluir-se em seu quarto depois de causar celeumas entre os garotos, Billy tem alguns momentos a sós e aí que nota-se os motivos de seu comportamento errante. Johns pode ter usado um clichê aqui justificando um comportamento duvidoso, mas por ser um adolescente ainda com conflitos (e aparentemente traumatizado pela perda dos pais e de seu grande tigre, como mostrado na única foto de sua mochila, a qual ele abraça com muito carinho), esta pequena luz de humanidade causa a empatia necessária com o leitor – empatia essa que havia faltado na edição anterior.
Sendo assim, tanto Johns como Frank esão começando a mostrar que têm cartas na manga para gerar material de qualidade, deixando uma expectativa bem alta para o vem a seguir. Fãs mais saudosistas podem torcer o nariz para a inesperada releitura de fatos da vida do Shazam, mas com a leitura tornando-se agradável e um possível crescimento orgânico deste personagem mais contemporâneo, é bem plausível que todos passem a apreciar muito mais este novo Shazam do que o antigo.
Infelizmente o espaço de apenas 11 páginas para contar uma história de origem aprofundada (e com tantos conceitos novos) é muito pequeno e a sensação ao término de cada capítulo e a mesma de um corte abrupto. Tomara que a editora esteja utilizando este espaço para analisar a popularidade do personagem a partir de agora, tomando isso como um estudo de caso para fazer uma nova mensal de Shazam.
Nota: 8
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Capitão Marvel, ou Shazam como muitos o chamam também, foi criado em 1939, mas apareceu de verdade aos leitores em 1940 por C.C. Beck e Bill Parker. O garoto Billy Batson profere a palavra mágica SHAZAM (Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles, Mercúrio) e torna-se o Mortal mais Poderoso da Terra. O personagem pertence à DC Comics desde meados dos anos 1970 mas só teve uma mensal pra valer na editora uma vez.
Tags: Capitão Marvel, Gary Frank, Geoff Johns, reboot, Resenhas, Shazam













Então o loiro é mesmo o Freddy. Putz, que mudança desnecessária.
Se bobear, é capaz do Johns fazer com que a Mary não seja mais irmã do Billy….
De qualquer forma, curti o banner usado para abrir o post! Parabéns!
No meio dessa edição eu tava esperando o Exterminador entrar, atirar em todo mundo, empalar o Hal Batson e ir embora. Que família mais insuportável.
Eu curti!
Eu sei que isso talvez não tem nada haver,mas será que o motivo do Freddie Freeman ser loiro agora é por causa do Rei do Rock,Elvis Presley?Pouca agente sabe,mas o rei era loiro e pintava os cabelos de preto,Elvis era um grande fá do Capitão Marvel Jr,copiou os estilo do personagem ao decorrer da careira.Por causa desse lado fanboy do Elvis com o Freddie,o personagem fez varias homenagem ao primeiro ao Rei ao decorrer dos anos.
@Matheus – Eu sabia que o Elvis era fã do Freddy, mas não sabia que ele era loiro.
Tornou o negócio um pouco mais aceitável, mas ainda acho uma mudança desnecessária. Se fosse assim, era mais negócio ter colocado uma fala de que o Freddy tingia o cabelo por ser fã do Elvis.
Como será que a panini vai publicar aqui? espero que seja num encadernado
POr isso não julguei o primeiro capitulo, porque é dificil fazer juizo de valor com apenas 11 paginas…. na verdade, hoje em dia com esses grandes arcos, eu espero eles acabarem antes de julgar, porque o começo de uma história não significa toda a história no geral.
Ainda com muitas reservas sobre essa bagaça.
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