Indústria reage a Before Watchmen


Postado em 02/02/2012, por Morcelli
Em: Destaque , Notícias , Quadrinhos


Já era de se esperar que os profissionais dos quadrinhos dessem opiniões sobre a confirmação de Watchmen 2, ou Before Watchmen como é chamada a linha de oito séries que contarão o que acontece antes da obra seminal de Alan Moore e Dave Gibbons. A grande maioria preferiu opinar diretamente no Twitter com mensagens de apoio ou condenação.

O lado da Marvel, curiosamente, foi um dos que mais se pronunciou. Não se sabe se a DC pediu que os profissionais contratados (freelancers ou exclusivos) pediu que evitassem opiniões, mas é muito possível devido ao silêncio do lado da editora nos debates abertos. Como se sabe Watchmen envolve muita paixão da parte dos fãs (e dos profissionais, que não deixam de ser fãs também), portanto qualquer comentário vindo de um profissional da DC poderia colocar tudo a perder.

Seja como for, o Newarama preferiu procurar alguns nomes conhecidos para obter opiniões mais ponderadas. A pergunta feita a eles foi: “Os criadores de Watchmen deixaram claro acreditar que sua história estava completa, ainda que ela tenha vendido tanto durante os anos que foi capaz de criar um grande mercado em torno de si. Como você se sente com esta decisão de, 25 anos depois, criar prólogos para Watchmen?

Confiram as respostas de cada um dos pesquisados.

Gerry Conway (aclamado veterano dos quadrinhos)

De um ponto de vista estético, acho que é uma decisão de fraqueza. Mas me lembro de uma conversa que tive com o finado John Verpoorten (editor e gerente da Marvel durante sua expansão nos anos 1960) há 40 anos atrás quando eu era só um jovem que se achava o mais importante de todos. Ele estava me pressionando para entregar meu roteiro no prazo e eu soltei pra ele que os negócios estavam sendo colocados acima dos princípios estéticos. John riu e disse algo que nunca saiu da minha cabeça: “Se vamos falar de estética, Gerry, podemos justificar publicar uma ou duas revistas por mês… no máximo. Vê se cresce, pirralho“. Sábias palavras.

Eric Stephenson (publisher da Image Comics)

Todo mundo sabia que isso ia acontecer, o que não faz a notícia ser menos desprezível. São sim pessoas muito talentosas envolvidas: Darwyn Cooke é um dos meus narradores favoritos de todos os tempos; Amanda Conner, Adam Hughes e J.G. Jones são artistas que admiro há anos; Brian Azzarello é um escritor maravilhoso e 100 Balas é um clássico genuíno. Len Wein? O cara cocriou Monstro do Pântano e muitos dos X-Men que todos vieram a adorar (Wolverine, Tempestade, Colossus e Noturno).

Eu gostaria muito de ver esse pessoal todo fazendo algo novo do que engajando nesse safadeza da DC Comics. Ou como Leah Moore, filha de Alan Moore, colocou no Twitter: “Por que não NOVAS graphic novels dos criadores de Before Watchmen, ou melhor, de novos talentos? Usem o orçamento disso para criarem o ‘próximo’ Watchmen”.

Alan Moore sempre foi um cara de princípios. Certas pessoas gostam de apontá-lo como um maluco, que ele não sabe mais o que faz, que ele é um idiota – mas a verdade ele é o cara que segue os princípios nos quais acredita. Independente de você aceitar ou não a posição dele, deve-se admitir sua integridade. Seria muito fácil pra ele aceitar o convite da DC/Warner Bros e embolsar a grana.

No fim das contas é tudo mais do mesmo. É isso que eles fazem. Tenho certeza que será uma bela fanfiction.

Chuck Dixon (um dos mais importantes escritores de super-heróis dos anos 1990)

Do ponto de vista dos negócios o projeto faz total sentido para os executivos. O Watchmen original foi reimpresso, ganhou filme, bonequinhos e tudo mais, portanto a única forma de “agregar valor” à franquia é produzir material novo pra ela.

Do ponto de vista criativo a ideia está morta antes de ser publicadade. A longo prazo eles deveriam usar estes esforços para criarem novas propriedades. Mas na atmosfera de infinitos reboots, remakes, prólogos e sequências é isto que podemos esperar dos conglomerados do entretenimento.

Jamal Igle (artista da indústria americana, mais conhecido por Supergirl e Asa Noturna)

Bom, a DC vai fazer o que quiser. Ela é uma empresa e seu trabalho é explorar uma propriedade até sugar a última gota. Tenho certeza que será bom, levando-se em conta os talentos envolvidos; sei que será um material legível. Mas acho que é uma boa ideia? Com certeza não.

Um dos problemas que tenho com o jeito que as coisas são neste meio de negócios é que as histórias nunca são finitas. Acredito que Watchmen é uma peça singular, tendo começo, meio e fim, e sua história já foi contada. Eu não clamava pelas aventuras de Rorschach, nem pelo que aconteceu com a Espectral depois que ela abandonou o uniforme. Tudo que preciso saber sobre Laurie Juspeczyk está nas 12 edições de Watchmen.

Tendo dito isto, não lerei o material. Não tenho interesse nisso.

David Hine (escritor inglês de super-heróis e quadrinhos autorais)

Não tenho interesse em sequências, prólogos ou qualquer coisa relacionada a Watchmen. Porém, não dá pra negar que os talentos envolvidos são pesos-pesados, e eu não sei se vou conseguir resistir à minissérie Minutemen de Darwyn Cooke.

No fundo a coisa toda tem um ar de inevitabilidade. Há muito dinheiro envolvido para a DC não fazê-lo. O lucro é o que mais importa para uma editora mainstream. Acho que os criadores agora têm oportunidades (o que não havia nos anos 1980) de levarem suas ideias para diversas editoras que deixam o autor ter controle sobre sua obra, e é isso que Alan Moore faz hoje em dia. Acho que seu comentário sobre Moby Dick [Nota: Moore, em tom de sarcasmo, disse que Moby Dick nunca teve prólogos ou sequências] é uma reflexão sobre as mudanças de valores nos tempos modernos. Se Herman Melville estivesse vivo eu não ficaria surpreso se ele aparecesse com um Moby Dick – Antes de Ahab.

Peter David (um dos mais famosos e prolíferos veteranos esritores da indústria, ainda ativo)

Quando se fala de “criadores”, acredito que a maioria refere-se apenas a Alan Moore. O comentário de David Gibbons sobre a coisa toda, acredito, expressa uma ideia positiva sobre o trabalho como um tributo, uma homenagem, especialmente quando se considera que Watchmen começou sua vida criativa como uma atualização de personagens da Charlton; se tivesse sido com eles de verdade, então Moore não teria nada a dizer sobre propriedade, independente de seus “draconianos” contratos.

Acho que Moore está em terreno delicado ao dizer que a DC está simplesmente dependendo de ideias dele de 25 anos atrás, implicando que há uma espécie de falência criativa. Sim, Moore – quem nunca tive a honra de conhecer pessoalmente – está correta ao dizer que não há sequência para Moby Dick. Mas a posição de Moore é engraçada se considerarmos que ele pegou personagens de Júlio Verne e Bram Stoker e transformou todos em super-heróis; ele acabou pegando amados personagens literátios e transformou-os em obetos eróticos [Nota: PAD refere-se a Lost Girls]. O fato de haver domínio público nestes personagens faz com que não precise haver protestos contra essas ideias? Considerando sua comparação com Moby Dick, aparentemente ele acha que não. Só por que uma corporação teve a ideia, ao invés de um único indivíduo, faz com que a ideia seja inferir? É um argumento ruim, considerando o fato de que a corporação quer usar uma propriedade que está em suas mãos.

O fato de Moore ser tão veementemente contra outros autores pegando seus personagens – os quais são nada mais que pastiches dos criadores da Charlton Comics – diz o quanto L. Frank Braum reagiria ao ver o que Moore fez com Dorothy. E se esse for o caso, as pessoas que protestaram contra este projeto do Watchmen devem reconsiderar as razões de sua ira.

Pra mim, o anúncio da DC simplesmente significa que o trabalho de Alan Moore alcançou o status de “icônico”, tanto quanto Superman e o Monstro do Pântano – personagens com os quais o próprio Moore nos presenteou com alguas das melhores histórias já contadas. Vamos tocer para que o trabalho destas pessoas alcance – ou até supere – o que Moore alcançou.

Kurt Busiek (escritor de quadrinhos, mais conhecido por Marvels e Astro City)

Certamente entendo por que a DC quis fazer isso. Não é uma escolha que eu faria, mas essa é só mais uma das razões pelas quais eu não dirijo uma empresa de quadrinhos. Como estão me perguntando isso antes do anúncio oficial, então não sei quem estará em cada série, só posso desejar boa sorte para cada um dos envolvidos. Se fizerem boas histórias, são bons quadrinhos, mesmo que não tenham coisas que eu goste tanto.

No fim das contas Watchmen é o que é e nada vai mudá-la. Portanto, se as pessoas gostam de spinoffs, ótimo, e se não gostam da ideia, continuem com o original. Da minha parte certamente tentaria criar outras coisas para tentar um impacto como esse, mas como disse é só mais uma das razões para eu não estar neste tipo de trabalho.

Terry Moore (criador e escritor de Estranhos no Paraíso)

“Eu não quero dinheiro”, disse Alan. “O que quero é que isso não aconteça”. Isso diz tudo.

Alguns outros profissionais das editoras preferiram expor suas opiniões via Twitter. Seus posts podem ser vistos abaixo em inglês (para evitar discrepâncias no sentido da frase ao traduzir termos tão curtos).


(via Comics Alliance e Newsarama)

Watchmen foi uma minissérie de doze edições publicada, originalmente, durante 1984 e 1985 nos Estados Unidos. A obra de Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins é considerada por críticos e especialistas como a maior história em quadrinhos de todos os tempos. Desconstrutora do gênero, a história traz influências de contra cultura, história, e conta com formas narrativas que ainda hoje são exploradas e discutidas. Venceu vários prêmios de quadrinhos, além de ser a única HQ a receber um Hugo Awards, o maior prêmio de literatura do mundo.


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Comentários

  1. É muita babaquice por nada.
    Watchmen está lá. Imutável, fechada.
    Vão ser contadas histórias anteriores, nada muda, acho que pelo contrário, enriquece, visto o nível dos envolvidos.

    Estão pedindo realmente a uma empresa que não ganhe dinheiro com um produto seu de sucesso?

  2. Paula Tejando diz:

    Watchmen continuará sendo Watchmen…

  3. Vohuman diz:

    Caminhamos como caranguejos na praia.

  4. Shoiti diz:

    O argumento do Peter David é um dos que eu mais concordo, o Alan Moore tem feito boas histórias com personagens dos outros já tem um bom tempo, mas quando mexem com os filhos dele, o cabra fica todo de Mimimi. Trabalhar na indústria de entretenimento tem disso, o que você faz de extraordinário pode se tornar um legado. Músicas e filmes são regravados todos os dias, algumas versões agradam e outras não. No caso dessas hq´s não é um remake, não vai manchar nada do que já foi feito, o clássico sempre estará lá.

  5. Grão-Mestre diz:

    Também concordo absolutamente com o Peter David. E parece que o Moore renega o seu passado de funcionário da DC. Em grande parte, o seu sucesso deve-se ao espaço que a editora o cedeu nos anos 80. E agora ele vem endemonizá-la… tenha a santa paciência. A DC não é nenhuma santa, como qualquer outro veículo do entretenimento precisa de lucros para sobreviver.

    E esta história de “vamos fazer a revolução pelas redes sociais, não comprando material da DC” é uma das coisas mais bobocas a se propagar. Este povo seria mais útil à sociedade se se engajassem em campanhas similares contra políticos corruptos.

  6. Sinceridade, eu não me importo com a DC fazendo Watchman 2. Ora, os personagens são propriedades deles e o lucro/prejuízo será deles logo….

    Mas como eu já disse, desejo sorte aos artistas envolvidos no projeto.

    Peter David (um dos mais famosos e prolíferos veteranos esritores da indústria, ainda ativo)

    Quando se fala de “criadores”, acredito que a maioria refere-se apenas a Alan Moore. O comentário de David Gibbons sobre a coisa toda, acredito, expressa uma ideia positiva sobre o trabalho como um tributo, uma homenagem, especialmente quando se considera que Watchmen começou sua vida criativa como uma atualização de personagens da Charlton; se tivesse sido com eles de verdade, então Moore não teria nada a dizer sobre propriedade, independente de seus “draconianos” contratos.

    Acho que Moore está em terreno delicado ao dizer que a DC está simplesmente dependendo de ideias dele de 25 anos atrás, implicando que há uma espécie de falência criativa. Sim, Moore – quem nunca tive a honra de conhecer pessoalmente – está correta ao dizer que não há sequência para Moby Dick. Mas a posição de Moore é engraçada se considerarmos que ele pegou personagens de Júlio Verne e Bram Stoker e transformou todos em super-heróis; ele acabou pegando amados personagens literátios e transformou-os em obetos eróticos [Nota: PAD refere-se a Lost Girls]. O fato de haver domínio público nestes personagens faz com que não precise haver protestos contra essas ideias? Considerando sua comparação com Moby Dick, aparentemente ele acha que não. Só por que uma corporação teve a ideia, ao invés de um único indivíduo, faz com que a ideia seja inferir? É um argumento ruim, considerando o fato de que a corporação quer usar uma propriedade que está em suas mãos.

    O fato de Moore ser tão veementemente contra outros autores pegando seus personagens – os quais são nada mais que pastiches dos criadores da Charlton Comics – diz o quanto L. Frank Braum reagiria ao ver o que Moore fez com Dorothy. E se esse for o caso, as pessoas que protestaram contra este projeto do Watchmen devem reconsiderar as razões de sua ira.

    Pra mim, o anúncio da DC simplesmente significa que o trabalho de Alan Moore alcançou o status de “icônico”, tanto quanto Superman e o Monstro do Pântano – personagens com os quais o próprio Moore nos presenteou com alguas das melhores histórias já contadas. Vamos tocer para que o trabalho destas pessoas alcance – ou até supere – o que Moore alcançou.

    E-P-I-C W-I-N

    Sensacional. Não era muito fã do PAD por causa de algumas histórias que ele fazia ou até alguns conceitos que ele criava, mas a partir de hoje esse homem ganhou o meu respeito. Essa declaração é perfeita.

    Parabéns, Peter David. Você acaba de provar para mim porque você está ativo e ao contrário dos Claremont da vida, ainda faz sucesso com seus leitores.

    ————————-

    Em relação os Twits, eu gostei do que o Dan Slott, Joe Keatinge, Chris Eliopoulos e David Uzumeri disseram, princiapalmente o Uzumeri que fez um apontamento com o qual concordo plenamente.

    Também concordo absolutamente com o Peter David. E parece que o Moore renega o seu passado de funcionário da DC. Em grande parte, o seu sucesso deve-se ao espaço que a editora o cedeu nos anos 80. E agora ele vem endemonizá-la… tenha a santa paciência. A DC não é nenhuma santa, como qualquer outro veículo do entretenimento precisa de lucros para sobreviver.
    E esta história de “vamos fazer a revolução pelas redes sociais, não comprando material da DC” é uma das coisas mais bobocas a se propagar. Este povo seria mais útil à sociedade se se engajassem em campanhas similares contra políticos corruptos.

    Com o relator.

  7. Drako diz:

    Peter David, sempre fui seu fã, agora sou ainda mais!

  8. Kadu Buchala diz:

    Certa vez minha professora de história da arte disse algo em uma visita ao museu de arte moderna no Rio, ela disse que a arte, à partir do momento em que atinge o domínio publico e passa a ser contemplada pelas pessoas, deixa de ser propriedade do autor, pois cada pessoa que admira aquela arte, devido a sua vivência de um modo geral, vai encontrar um significado para o mesmo, vai ter uma “leitura” distinta daquilo.
    Isto de certa forma bate com o argumento de Peter David, você pode criar algo, mas não pode evitar que a obra sirva de base ou inspiração para outras coisa (E Peter argumenta que Alan Moore faz isso com frequencia), o que também não é nenhum problema visto que nada é totalmente autoral, no sentido que todo criador se utiliza de sua vasta memória e leituras para criar, como por exemplo todas obras de Grant Morrison, e isso na realidade somente engrandece não apenas a obra criada como aquelas as quais ela são inspiradas ou fazem referência.

  9. Grão-Mestre diz:

    Genial quando o David menciona o fato de Moore se apropriar de personagens da literatura inglesa – muito mais icônicos do que os seus personagens de Watchmen – e reinterpretá-los. Ele pode remexer nestes personagens, mas outros criadores não podem mexer em personagens (que nem são propriedade dele, mas da DC) de Watchmen. Quanta contradição.

  10. ogrodafloresta diz:

    Tanta coisa importante acontecendo no mundo e a galera REVOLTADA POR CAUSA DA “PREQUÊNCIA” DE WATCHMEN?

    Sigam o meu pensamento:
    - A DC é uma empresa capitalista, certo? Certo.
    - O que os capitalistas querem? Ganhar dinheiro.
    - Qual a melhor maneira de ganhar dinheiro? Produzir algo que as pessoas tenham o máximo de interesse.
    - No que as pessoas estão interessadas HOJE? Mais histórias dos seus personagens favoritos.
    As pessoas não querem coisas novas? Não. HOJE, elas querem mais do mesmo.

    Quando a onda tender mais uma vez para o lado da NOVIDADE, DO INESPERADO, a DC, a Marvel, a Image, a sua mãe, VÃO FAZER COISAS NOVAS.

    Não é isso que acontece hoje, convenhamos.

    Seguindo o pensamento do Peter David: não gostou? Não compre, não leia, não encha o saco. Vá falar das coisas que você gosta e seja mais feliz.

  11. Vohuman diz:

    Viramos engrenagens de uma máquina. aceitamos essa condição. não há nada de novo. ninguém quer a mudança. o sono de mil anos.

  12. King Moby diz:

    Moore é esperto: faz esse mimimi todo e com isso fica sempre em evidência. Mas quem lembra da origem dessa magoa toda foi a DC não devolve-lo os direitos autorais que, com certeza, ele não deixaria parado. Na época ele não estava rico como agora mas, já tendo iniciado o movimento, não custava manter para criar a sua aura mística de combatente anti-sistema…. do qual bem se vale.

    Adoro as suas obras mas ele não é esse baluarte que gosta de parecer.

  13. Grão-Mestre diz:

    O pior é que ele ainda consegue fazer a cabeça de alguns incautos.

  14. King Moby diz:

    O real problema seria mexer na própria graphic novel do Watchmen, seja cortar algumas partes, “adaptar” textos etc. Como as alterações aqui no Brasil em relação ao Monteiro Lobato e lá fora com o Tintin, alegando preconceito racial, isso sim eu acho reprovável.

  15. RODSVILACA diz:

    @ ogrodafloresta

    Apoio totalmente seus argumentos, sou DCnauta por opção racional, quando jovem eu era Marvete, cresci lendo X-Men, Homem-Aranha, Justiceiro, Hulk, Wolverine, Quarteto Fantástico… Quer saber? A Marvel é muito pior, pois além de ficar se homenageando, aliás, se masturbando com histórias óbvias e carnavalescas que não levam a lugar nenhum, eles não sabem sequer aproveitar a publicidade como a DC faz tão bem.

    Ademais, WATCHMEN é um produto de consumo para massa, tanto quanto qualquer outro, e faz muito bem a DC republicar, relançar, expandir, etc.

  16. klayton doido varrido diz:

    Eu nao vou comprar

  17. Gabriel Fontes diz:

    Não sei mais o que dizer sobre. Estou esperando com boas espectativas todas as revistas, enquanto alguns estão perdendo o sono com a notícia.

    PS: Peter David disse tudo o que alguns tem medo de admitir sobre o Alan Moore.

    =)

  18. Laís diz:

    Ri muito com um dos tweets lá em cima: “Really looking foward to DC’s V for Vendetta prequel ongoing, U for Unstoppable” xP

    E realmente não adianta o povo ficar chiando muito. Se tem ‘Watchmen’ no título, é claro que vai vender pra caramba. E é esse o objetivo de qualquer empresa, obviamente.

  19. aloisio costa de jesus diz:

    é facil voce entender este barulho por causa dessa continuação ,o mercado de super herois tem muito poucas obras de gabarito para se balizar e watchmen é uma delas ,que junto a outra meia duzia de obras ,tirou os super herois do gueto de fãs e os deu visibilidade na grande midia ,é vero o esgotamento criativo desse nixo que a cada dia perde o respeito conquistado por essa e outras obras citadas ,watchmen não é a maior obra dos quadrinhos ,é a maior obra de quadrinhos de super heroi que fique muito claro isso ,esta continuação é um atestado de decadencia criativa ? é
    mas não podemos por a culpa nos escritores e artistas e sim nas editoras que hoje nada mais é do que uma filial nanica em grandes grupos empresariais ,watchmen vende pra cacete ,assim batman o cavaleiro das trevas ,assim como sandman ,assim como preacher e muitas outras obras que vão ser vilipendiadas por genios de gravata ,isso é um pecado ? claro mas voces vão comprar do mesmo jeito que diferença faz ?

  20. Grão-Mestre diz:

    Sim, acertou. Vamos comprar do mesmo jeito. Seja feliz também.

  21. Krulll diz:

    A iniciativa continua sendo uma merda sem tamanho e sem sentido, ofensivo a todos que tem um mínimo de bom gosto, mas o David realmente pegou um ponto curioso, gostaria muito o Moore tivesse conhecimento disso, talvez isso desse mais um momento de sanidade ao mago inglês que a cada dia parece mais com a cuca do sítio.

  22. Tava lendo aqui e ali as reações empolgadas pela Resposta do Peter David, agora entendi por quê! Mandou muito bem!
    http://osantuario.com/2012/02/02/o-que-aconteceria-se-wolverine-x-hulk-quadrinhos-que-me-fizeram-feliz/

  23. Sandro diz:

    Peter David tem certa razão em suas críticas ao Moore, mas concordo mais com Jamal Igle. O que aconteceu antes e depois de Watchmen não me desperta interesse algum. Pra mim a série contou uma história que não precisa e nem tem por onde ser expandida. O que me incomoda muito nesse negócio em prequels são as chances de contradições à obra original aparecerem. Tipo o último filme dos X-Men ou a segunda trilogia Star Wars.

  24. Eclipso diz:

    Pois é… Alan Moore pegou a Wendy do Peter Pan e transformou numa Hq de sacanagem. Quem não tem curiosidade de ler o prequel não leia. Isso é só uma porra dum gibi.

  25. Cassiano Cordeiro Alves diz:

    “É muita babaquice por nada.
    Watchmen está lá. Imutável, fechada.
    Vão ser contadas histórias anteriores, nada muda, acho que pelo contrário, enriquece, visto o nível dos envolvidos.

    Estão pedindo realmente a uma empresa que não ganhe dinheiro com um produto seu de sucesso?”
    Mauro Britto, repeti na íntegra suas palavras porquer vc disse exatamente o que penso.

  26. Marcel diz:

    Na epóca Watchmen foi um marco porque nunca se viu algo parecido foi o inicio dos quadrinhos adultos de super-herois que continuou com Sandman,Cavaleiro das Trevas, as graphic novels e por ai vai, não da para repetir isso hoje em dia porque não gera o mesmo impacto, mas tem muito material bom por aí, Planetary, Marvels, Preacher, The Walking Dead.
    Peter Devid mandou muito bem, Moore usa o trabalho de outros que admira (como o Lovecraft e H.G. Wells ).

  27. Bebeco diz:

    Peter David ownou forte o barbudão, hein? Toma essa, Alan Moore!

  28. Paulo diz:

    Eu quero mesmo é ver os malucos com placas e camisas contra o Before Watchmen na NY Comic Con. Vou me divertir pra cacete com eles, assim como os caras com camisa e placas contra o New 52 me divertiram ano passado. Agora eu tenho um motivo para ir em mais uma Comic Con. Obrigado DC.

  29. Lib diz:

    Peter David matou à pau…
    Sério, eu não sei porque tamanha agressividade em relação à “Before Watchmen”… Tirando o evidente argumento de que a obra original não vai ser tocada, por tanto a prequela pode ser simplesmente ignorada se não for boa, as pessoas precisam entender que a DC é uma empresa que busca lucro! E lançar material do Watchmen vai render lucro!
    Vi uns aí reclamando que o projeto é só pelo dinheiro? Porra! Alguém tinha dúvida disso?! Você realmente acha que eles olham para as histórias e pensam: “Adoramos tantos esses personagens que mesmo se não vender nenhuma revista vamos continuar lançando”?!.
    É um projeto comercial… Temos que esperar que as histórias sejam boas.
    Eu sou contra à canonização da obra. Nada pode se tornar intocável… E a industria tem uma mania absurda de não encostar no que o Moore faz… Imagina se ninguém tivesse escrito nada do Superman depois de “Whatever Happened to the Man of Tomorrow”? Estaríamos sem o Superman até hoje, por que ‘não se toca no que o Moore faz’. Moore é mestre em recriar o personagem dos outros… Não só Liga Extraordinária e Lost Girls… Mas ele recriou o “Jack, O Estripado” em “Do Inferno”… Compilou mitologias em “Promethea” e mais uma infinidade de exemplos.
    Tá na hora da galera tirar um pouco as obras do vitral.

  30. Arnim Zagarian diz:

    Seria legal mesmo se além de publicar esse material todo a DC também criasse revistas mensais com esses personagens, só pra sacanear.
    Eu sempre sonhei com uma prequel de “Camelot 3000″, onde os mitos do Rei Arthur se passariam em uma ambientação… sei lá, medieval, por exemplo.

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