Whaaazzup galera! Sejam bem-vindos a mais uma edição do ComicPod! Neste episódio, Matheus ‘Kajima’, Vlad ‘Focus’, Felipe Morcelli, Delfin, Brunão, Joacélio e Ghad Arddhu unem seus esforços, memórias e opiniões para debater os dez anos dos atentados de 11 de Setembro!
Relembramos o que cada um fazia no dia 11 de setembro de 2001, comentamos obras da época, previsões anteriores ao fatídico dia dentro das HQs, as bizarras coincidências, conspirações e os reflexos dos atentados nos quadrinhos e em outras áreas.
Divisão de blocos do podcast:
- 00:01:46 – Lembranças e coincidências
- 00:17:37 – O clima antes dos atentados e as conspirações
- 00:27:26 – Reações da DC e da Marvel aos atentados
- 00:38:53 – O clima sombrio das HQs depois dos atentados: Crise de Identidade, Guerra Civil e Invasão Secreta
- 00:53:20 – O clima sombrio das HQs depois dos atentados: Ex Machina e Capitão América
- 01:03:25 – O clima sombrio das HQs depois dos atentados: The Big Lie, Can’t Get No e À Sombra das Torres Ausentes
- 01:16:00 – 24 Horas e considerações finais
Podcasts relacionados:
Links:
Quadrinhos recomendados:
- À Sombra das Torres Ausentes (Art Spiegelman)
- Ex Machina
- Crise de Identidade
- Guerra Civil
- Invasão Secreta
- The Big Lie #1 (Rick Veitch) – Leia a resenha do Delfin
- Can’t Get No
- Capitão América de John Ney Rieber e John Cassaday
Documentários recomendados:
- The Zeitgeist
- 911 – Loose Change
- 911 – Inplane Site
- Iraq for sale
- Taxi to the Darkside
- Road to Guantanamo
- September 11
Livros recomendados:
- Compreender o 11 de Setembro – 10 Anos Depois – Vasco Rato (Babel Editora)
- 11 de Setembro – Noam Chomsky
Seriados recomendados:
Filmes recomendados:
- Voo 93
- Mera Coincidência
- O Suspeito da Rua Arlington
Playlist:
- AC/DC – Safe In New York City
- Bob Dylan – Knockin On Heaven’s Door
- Led Zeppelin – Stairway to Heaven
- Frank Sinatra – New York, New York
- Phil Collins – In The Air Tonight
- R.E.M. – It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
- U2 – Sunday Bloody Sunday
- City of Angels Soundtrack – Graeme Revell
- Donnie Darko Soundtrack – Michael Andrews
- V for Vendetta Soundtrack – Dario Marianelli
- Watchmen Soundtrack – Tyler Bates
Galeria de Imagens:

Cena da HQ do Superman lançada no dia dos atentados
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Tags: 11-9, 9-11, al qaeda, atentado, bin laden, DC Comics, Marvel, Podcast, SDCC, terrorismo


Vergonha total de ter colocado Ex-Machina na Vertigo. Mas, conhenhamos, tinha a ver.
Uma coisa importante no relaunch da DC é que ficou estabelecido que os super-heróis se revelaram há apenas cinco anos. Ou seja, após o atentado.
Com certeza isso deve ter pesado na decisão de rejuvenecer os personagens e comprimir a cronologia.
Mais um excelente ComicPod. Principalmente pelas dicas de filmes, documentários (conspiracionistas ou não), livros e HQs. Sem esquecer da playlist, que está simplesmente sensacional!
foda é que mais de 150 musicas foram censuradas por causa do 11/9/2011, e algumas delas a censura parece ser ironica olhando pelo nome da musica como por exemplo War Pigs (Black Sabath) , Learn to Fly (Foo Fighters), American Pie (Don McLean) e Wait and Bleed (Slipknot)
^ 11/9/2001*
Melhor momento: “Desde quando o Carlos Nascimento dubla filme?”
Eu posso estar enganado, mas a posição da DC de se distanciar do “mundo real” em suas histórias é algo mais antigo do que o momento em que Lex se torna presidente. Eles já haviam se posicionado assim desde a WWII. Se eu não me engano, na época, eles chegaram a conclusão de que dizer que o Superman indo lá e derrotando Hittler em duas páginas era um desrespeito aos soldados que lutavam de verdade na guerra. Por isso, já na época eles resolveram não colocar os heróis se posicionando contra fatos tão “reais”.
Isso, inclusive, impediu a DC de ter que responder perguntas, na minha opinião, constrangedoras, como a Marvel precisou fazer: “Como pode um universo heróico que tem 90% de seus heróis ambientados em NY, nenhum deles conseguiu impedir os atentados?”
Uma outra coisa: Alan Moore diz que os super-heróis encarnavam a ilusão de inatingibilidade do povo americano, mas com os atentados essa ilusão foi desfeita. Por isso ele acha que agora os super-heróis não tem muito futuro.
Sob esse ponto de vista, a abordagem de Grant Morrison, de retornar as raízes do Superman, parece bastante acertada. Ao invés de proteger o status quo (mentalidade pré-atentado), ele existe para causar mudança em tempos difíceis (mentalidade pós-atentado).
O tema caiu muito bem e serve tanto para refletir o posicionamento das editoras após o atentado como a relevância que o quadrinho pode ter em momentos como esse, uma vez que sua liberdade de expressão não seja tolhida por interesses políticos e financeiros.
Também vale ressaltar o post do Ed Ferreira a respeito do novo Superman do Morrison frente ao pensamento de Alan Moore. Um dos poucos casos em que é bom quando o barbudo não tem razão!
Vacilmanos feio e não falamos do Clube da Luta…. putz!!!
Caramba! O programa foi demais! Vocês conseguiram fazer um programa sério e divertido sobre 11/9! Quem diria?
E a trilha sonora ein! Que maravilha!
MT BOM !!! VCS TRATARAM DO ASSUNTO D EUMA FORMA CORRETA .. SIM É UM DIA DE PESO MAS TEMOS DE LEVAR EM CONTA TD OQ O EUA FEZ… ELES MATAM MILHARES E MILHARES E SUAS GUERRAS E FINACIANDO O ISRAEL.. –’
@Lib:
Cara, embora você esteja corretíssimo, esse posicionamento da DC mudou imediatamente após a Crise Original em 1986. Levados – de forma antagônica entre si – pelo (execrável) reboot do Superman pelas mãos de John Byrne, em que a matriz gestacional faz com que Kal-El de fato NASÇA nos Estados Unidos eliminando seu aspecto de imigrante e alinhando sua postura à xenofobia da Era Reagan, e DKR, que mostra uma extrapolação (agora negativa do que a paranóia direitista americana da época traria, a DC se manteve deveras próxima do mundo real por uns bons vinte anos.
Saem a fictícia “Star City” e as aventuras clássicas de super-herói da vida do Arqueiro Verde, e entram Seattle e temas sérios com estupro na fase de Mike Grell. O presidente que presta condolências ao Superman morto tem um rosto conhecido, o de Bill Clinton. A paranóia mal-direcionada dos jogos políticos sem fim específico ganha forma na popularização (e quase super-exposição) da figura de Amanda Waller. E os exemplos se acentuam.
A DC veio a se afastar de fato da realidade prática, como o Delfin colocou, com a eleição de Lex Luthor – na época em que Jeph Loeb era o principal arquiteto do que então deveria ter sido o começo de uma volta ao um status quo semelhante ao da Era de Prata e, mesmo assim, isso gerou um certo cisma entre os escritores na época.
De certa forma, podemos dizer que a eleição de Luthor traz a Dc de volta a um campo que ela mais tradicionalmente ocupou, como você bem ilustrou, mas que não era, necessariamente, o que ela ocupava naquele momento de publicação.
Correndo o risco de falar um monte de merda…
Interessante que os atentados foram o tipo de evento que te levam a sempre lembrar o que estava fazendo no momento. No meu caso, estava atravessando a ponte Rio-Niterói indo pro trabalho. Quando desci do ônibus passei em uma loja e todos assistiam ao incessante replay dos aviões batendo nas torres. Minha primeira reação foi a de 90% das pessoas, pensei que tudo estava acabado e que a terceira guerra mundial iria começar.
Levou pouco tempo pra perceber que aquilo só me afetaria na forma truculenta com a qual os americanos começaram a agir em seus aeroportos, e no fato de que a cultura pop americana mudaria pra sempre. Não adianta, os EUA são o país mais influente do mundo, sua cultura nos permeia, sua tecnologia nos causa desejo, os papers que tenho que ler para o mestrado são escritos em inglês americano (mesmo tendo sido trabalhos produzidos na China, França, Espanha… além dos próprios EUA), somos dependentes deles.
Massacres foram comandados na vendetta que os atentados deflagaram, pessoas inocentes morreram, assim como MUITAS pessoas inocentes morreram antes pelas ações dos próprios americanos. Nada é simples, o mundo não é preto e branco. E a única coisa que o dia 11/09 me inspira hoje é falta de paciência para todos querendo lembrar de um evento que não tem mais sentido para qualquer um fora dos EUA. Assim como não tem sentido falar em gerações x, y, z no nosso país, também não tem sentido ficar falando sobre o atentado no WTC não sendo sob o escopo que eu disse, e que só causou desconforto e incômodo pra todos os não-americanos.
Bom, sobre as iniciativas de quadrinhos, vcs falaram tudo, algumas coisas interessantes e os vilões chorando foi algo que me fez não querer chegar perto dessas histórias. Independente do motivo, acho que a abordagem da DC foi o melhor.