Este post é dedicado – e baseado em um debate dele – ao fórum Miolos e aos seus leitores e participantes. Foram eles que trouxeram este assunto à tona e é inevitável que comentemos por aqui, mesmo que com um pouquinho de atraso. No mês passado a Panini Comics colocou no mercado a revista Batman nº 98, contendo duas histórias de Grant Morrison e Cameron Stewart e uma de Tony Daniel. O assunto em questão está justamente na primeira história de Morrison, publicada originalmente em Batman and Robin #7 lá fora.
A posição da revista Veja quanto ao governo Petista no Brasil, que se agora se extende por pelo menos mais quatro anos, nunca foi segredo para ninguém: a revista descaradamente utiliza-se da “liberdade de imprensa” e a torna uma grande “libertinagem de imprensa” fazendo uma propaganda caruda de suas convicções políticas ao invés de simplesmente relatar fatos e deixar que o leitor tire suas próprias conclusões. Sendo assim é natural que, com o passar de todos esses anos, os auto-proclamados “jornalistas” – talvez o diploma deles digam isso, não sei – Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo caíram na graça de uma fatia altamente capitalista e empresarial (em sua maioria formada por paulistas tucanos) com suas piadas anti-lulismo e, vejam só, uma delas acabou numa tradução de uma revista do Batman.
“Petralha” foi um neologismo criado por Reinaldo Azevedo em seu livro O País dos Petralhas. A origem do termo é óbvia: Petistas + Metralhas, os clássicos ladrões que viviam tentando roubar a fortuna do Tio Patinham. Independente do cunho político gerado por ele, o termo “petralha” acabou sendo peculiarmente utilizado numa tradução da revista Batman nº 98 da Panini, conforme notado pelo usuário Flávio do fórum Miolos.
Em Batman 98, na página 34, o carcereiro que acompanha o morcegão na prisão se refere ao vilão Rei Perolado do Crime como “petralha”. Até onde sei, essa expressão ainda não foi dicionarizada. Trata-se de um neologismo criado por Reinaldo Azevedo, blogueiro da Veja, para designar petistas (petralhas = petistas + Irmãos Metralhas). No original, foi usada a palavra “nasty” (que pode ser traduzida como asqueroso ou desagradável). Achei no mínimo inusitada a opção do tradutor.
Traduzir “nasty” como “petralha” é de fato forçado, não? A tradução ficou a cargo de Caio Lopes/DVL, que já tem uma outra polêmica bastante semelhante com o pistoleiro Tex, conforme levantado pelo usuário Nano Falcão no mesmo fórum. Vejam só:
Acabei de descobrir que não é a primeira vez que o povo da Mythos apronta na tradução. Em TEX Gigante, por exemplo, houve uma baita polêmica por Tex ter chamado um negro de “macaco”, e o coitado do ranger foi esculachado como racista. Qual não foi a surpresa ao ver o original italiano e descobrir que racista é o tradutor (e o editor que deixa uma barbaridade dessa acontecer, novamente DVL, será coicidência?)
Claro, não vamos fazer politicagem aqui e nem trazer a liberdade de expressão a nosso favor, afinal estamos defendendo-a para todos. O próprio Multiverso DC nunca foi um site jornalístico sobre a DC Comics, mas um site de fãs feito para dar pitacos. Todavia a utilização do termo é muito politiqueira: não há motivo real para traduzir “nasty” como “petralha” a não ser para implicitar a opinião política do próprio tradutor, que certamente colocou o personagem fictício – um ladrão, lembre-se – em questão como um petista.
Fazendo um histórico rápido das eleições presidenciais do ano passado entramos numa era de opiniões digitais como nunca havia acontecido antes em nosso país. Twiteiros, blogueiros e outros usuários de outras mídias sociais utilizaram estas ferramentas para defenderem suas opções políticas como se defendessem a pessoa que mais ama na vida. A paixão nacional virou politicagem por alguns meses e a febre parece ter baixado agora. Ou pelo menos parecia. Teria o tradutor colocado o termo lá para mostrar descontentamento subliminar com o resultado das eleições? Parece que sim.
O que você, leitor, acha disso? Estaríamos diante de uma era politiqueira em nossas adoradas – e muitas vezes inocentes – histórias em quadrinhos? A Panini poderia ter feito algo para evitar que o tradutor utilizasse coisas assim? Opine aí nos comentários!
Tags: Batman, Panini





Putz, eu utilizo esse termo petralha direto…
kkkkkkkkkkkkkkkk
Traduzir “nasty” como “petralha” foi bem infeliz mesmo, mas acho pouco pra rotular a editora como veículo de posicionamento. Já temos Vejas e Cartas Capitais suficientes para isso.
Esse debate tanto é fruto do momento que, se o cenário político hoje fosse o da recente pós-ditadura e alguém traduzisse “corrupt” como “pelego”, estaríamos tendo a mesma discussão.
Muito interessante essa matéria….foi realmente mto suja essa “escolha” de palavras
Eu pensei nisso qnd li a revista, mas depois esqueci, hahaha!
Puxa, que vida! Que parcialidade, hein?
Não só do tradutor, mas como do letrista, revisor, editor e todos os envolvidos.
Claro que rolou uma magoazinha antipetista aí.
Quem não curtiu que entre em contato com a editora e desça a lenha neles.
é ridículo que um editor permita isso. Se já é ridículo o editor de VEJA permitir, pois nos baseamos que a imprensa é livre, íntegra e sem partidarismo, quanto mais de uma revista em quadrinhos.
é ridículo o tradutor usar de seu trabalho para empurrar “pegadinhas” e “recadinhos” de seu ponto de vista político de personagens e histórias que NÃO SÃO nacionais.
Lamentável os editores da Panini permitirem esse tipo de “LIBERTINAGEM”.
Muito bom o artigo.
O que foi feito na tradução foi um tremendo DESRESPEITO tanto a nós, leitores, quanto ao material original.
O modo como foi colocado demonstra um partidarismo grosseiro e desnecessário.
Quadrinhos, como qualquer outra forma de expressão, podem – e devem – ser usados para fins políticos ou partidários, mas naturalmente dentro de um CONTEXTO (o que CLARAMENTE não é o caso apresentado).
Sinceramente, isso me leva a desconfiar do profissional (se é que posso usar esse termo) que trabalhou na tradução. Se suas convicções partidárias se sobrepõe a este trabalho, que abandone suas funções ali para exercê-las no partido, que com certeza lhe dará os meios e mecanismos necessários para “catequisar” os que se interessarem.
Muito bom o artigo.
O que foi feito na tradução foi um tremendo DESRESPEITO tanto a nós, leitores, quanto ao material original.
O modo como foi colocado demonstra um partidarismo grosseiro e desnecessário.
Quadrinhos, como qualquer outra forma de expressão, podem – e devem – ser usados para fins políticos ou partidários, mas naturalmente dentro de um CONTEXTO (o que CLARAMENTE não é o caso apresentado).
Sinceramente, isso me leva a desconfiar do profissional (se é que posso usar esse termo) que trabalhou na tradução. Se suas convicções partidárias se sobrepõe a este trabalho, que abandone suas funções ali para exercê-las no partido, que com certeza lhe dará os meios e mecanismos necessários para “catequisar” os que se interessarem.
Galera, os caras não devem nem estar ligados na origem da palavra petralha.
Aqui no Rio, nunca ouvi. Talvez seja por nossa preferência ler a Revista do Globo (que vem encartada no jornal) à rabugentice da Veja.
Agora, essa aí do Tex foi feia…
Aposto que o tradutor do Google não aprontaria uma dessa…
Realmente, se foi intenção do tradutor fazer uma alusão velada aos seus rivais políticos e não mera ingenuidade quanto à origem do termo, trata-se de um fato lamentável.
Mas o que eu queria mesmo dizer é que acho que a imprensa, como um todo, tem o direito de posicionarem-se politicamente. A revista Veja pode se posicionar de forma mais fovarável a esse ou aquele grupo político, da mesma forma como revista Caros Amigos o faz de forma contrária. Esse posicionamenteo se dá pelo destaque de matérias mais ou menos favoráveis a certas pessoas, maior cobertura de determinados fatos e até na interpretação de algumas atitudes ou situações. E NADA DISSO É CONTRÁRIO À LIBERDADE DE IMPRENSA!
O que não vale é mentir, inventar fatos. E para combater isso, os recursos legais já existentes no ordenamento jurídico são suficientes. Em resumo, se houver mentira, toma processo.
É dessa forma que a imprensa funciona desde o seu surgimento. Nos países desenvolvidos é assim: jornais de esquerda, jornais de direito e jornais de centro. O leitor/consumidor lê aquele que estiver mais alinhado com o seu pensamento.
O preço que essa imprensa ‘tendenciosa’ paga é de conceito, com a taxação de veículo parcial e a perda de leitores que pensem de forma contrária e se sentem ofendidos com o que é publicado. Se esse preço pode ser pago, é problema da direção do jorna/revista.
Não sou jornalista, nem qualquer coisa ligada ao meio jornalístico ou à qualquer publicação. Só queria expressar essa minha opinião.
Abraços!
Ah, antes que me acusem de qualquer coisa, não tenho nenhum afiliação política. Já votei para os dois lados e escolho meus candidatos mais na base da pessoa que do partido.
Bem pensado. =]
AHEUAHEUHAHEHAHEAHEHAUHEUA! Na certa ia aparecer, “safada”! AHUEHUAHEHAUHEUA!
Bruce Wayne para presidente!
Dick Grayson para vice!
James Gordon para senador!
Bárbara Gordon para deputada federal!
e batmirn na boca de urna!
Como o próprio @Guto Vissoci disse, não é porque há uma liberdade de imprensa que se pode fazer uma coisa dessas.
E mesmo que pudesse, bom, que tipo de pessoa considera Histórias em Quadrinhos/Banda Desenhada como um material informativo, s enão para a cultura, mas como para noticias politicas do dia-a-dia?
Bom…Ainda há a saida criativa:
So mesmo modo que um filme dublado, não é uma simples tradução, é uma adptação, uma Versão Brasileira. Assim como numa das HQs da panini Deadpool{Treinador disfarçado dele, mas enfim}canta o refrão de GITA{Raul Seixas} em resposta a pergunta “Quem é Você?”, o ladrão pode ser chamado de petralha por um carcereiro não-petista de lá.
PS: Isso é só uma explicação artistica minha, eu sei que não foi isso que aconteceu, sei que foi sim partidarismo e uso desnescessario de meio d einformação para passar algo mais desnescessario ainda, já que sem nenhum meio, com meia hora de conversa na rua, já se pega a mensagem:
Brasil não tem Politica, tem Politicagem.
Traduções erradas são comuns na Panini (lembrem-se do “Gotcha!” do Batman). O que me impressiona é um editor deixar passar. E, na minha opinião, os tradutores deveriam se prender às palavras que constam dos dicionários ou, em casos muito específicos, palavras de uso comum aos brasileiros (lembrando que o produto é estrangeiro). Eu por exemplo, nunca tinha ouvido a palavra “petralha” na vida.
Texto interessante. Não conheço o suficiente da situação para fazer um comentário mais abalizado, mas parabéns ao site por levantar a questão.
Tradutor fail…como esperado da Panini
(Apesar que eu uso mesmo esse termo =P)
Espero que o Bugman do Site Concorrente não saiba disso , senão teremos 14 posts sobre isso !
…mas e a Panini disse o que sobre isso?
Sobre o termo nunca o ouvi, quando li não entendi e me deu preguiça de procurar no dicionario(o que foi bom, já que não iria encontrar), não leu a Veja ou qualquer revista no gênero faz muito tempo.
Achei muito sem-noção a traduçaõ da revista do Tex…e que foi desnecessária a traduçaõ do Batman…
Mas meus caros, esse lance de imprensa neutra, simplesmente informativa não existe e nunca existiu e nem irá de exisitir…essa suposta neutralidade não existe…
Os jornalistas assim como os meios de comunicação fazem suas escolhas ideológias e políticas através das mateiras escritas, das palavras usadas, das imagens vinculadas, sobre o que aborda e etc…
E HQ são sim meio de influência de massa
Isso é muito mais sério do que parece.
Pq como alguem já comentou, esse é um material que está sendo adaptado. Ou seja, já vem com posições politicas ou não pré definidas. Quer dizer, que a DC toma todo o cuidado do mundo de ão se expor esse tanto criando cidades ficticias, assim como partidos idem pra quando chegar em um outro país alguem na adaptação ignorar essa postura neutra do original e expor suas posições politico ou quem sabe amanhã religiosas.
Voltamos pra decada de 80 onde se apagavam personagens dos quadros pra justificar revistas que ainda não forma lançadas no país?!?!?
Que dizer que qualquer hora o Lex Luthor pode aparecer conversando em um telefone com a Dilma.
Olha, isso é caso de a Panini da Italia meter um repreenda na sucursal local. Será que eles sabem que o nosso Tex é racista?!?!?
Olá, pessoal.
Hã, o título do texto dá margem pra uma interpretação errada e exagerada, não acham? A Panini não tem que assumir posicionamento político nenhum. A opção pelo termo nem foi do tradutor, foi algo que decidimos mudar internamente aqui na redação, quando estávamos revisando o material. O sujeito que fala o termo, um inglês bastante afetado, tinha toda a cara de alguém que falaria uma besteira assim. Por isso, achamos natural e até engraçado que tal palavra saísse de sua boca.
Agora vir dizer que a Panini é tucana já é um pouco de exagero e leviandade. A editora não tem nada a ver com uma decisão tomada pela redação.
Não é porque usamos tal termo que somos PSDBistas ou qualquer outra sigla. Eu, particularmente, abomino todos os partidos e boa parte dos safados que nos roubam dia após dia. Quem dera nenhum ladrão fosse eleito.
Mas, pelo menos, fico contente por saber que o pessoal tem lido a revista.
E sobre o Tex, no original sempre foram usados termos depreciativos para todas as raças – mas principalmente quando se tratam de vilões ou fora da lei. Isso já é tradicional e o próprio criador do personagem se defendeu certa vez, dizendo que isso era normal no Velho Oeste e que Tex não poderia ser diferente, já que ele era um produto de sua época. Mesmo não tendo o termo racista na edição original em questão, o tradutor optou por aproximar o diálogo do que o caubói justiceiro normalmente falaria pra um salafrário com quem estivesse brigando. Acho que isso já é um exagero da turma do politicamente correto.
Um abraço,
Levi Trindade
Editor Sênior DC Comics
Então também temos liberdade para usá-lo, além de outros termos, certo?
Até,
Levi Trindade
Eu pensei nisso qnd li a revista, mas depois esqueci, hahaha![2]
Quanto ao Tex, concordo, ignorância da minha parte. É exatamente como no caso a pouco discutido na midia de um professor que queria re-escrever o Tom Sawyer, uma história tem que ser interpretada conforme a época em que ela se passa, oque cabe são rubricas explicativas. Minha falha, e peço desculpas.
Mas ainda acho que o caso do Batman, soa mais como piada de mau gosto que qualquer outra coisa.
Afinal, foi eia toda uma leituta da personalidade de um carcereiro apartir de uma imagem, a apartir desse deduziu-se que ele seria um anti-petista ou alguem que usa expressões anti-petistas.
Tambem não concordo com a ideologia de nenhum dos partidos brasileiros, até pq acho que eles não tem nenhum mas isso é eoutro assunto, mas tambem acho que tipo de decisão deveria ser tomado pelo autor e não pelo tradutor.
Se estou errado me digam, pq ai começarei a comprar HQ somente importadas (cujo o autor eu concordo com as posturas politicas e afins) ou vou começar a pesquisar sobre nossos tradutores e optar por aqueles que tem uma posição que tenha mais a ver comigo.
É só uma dica, eu gosto muito do trabalho que a Panini vem fazendo no Brasil, com todos seus erros e acertos, só acho que esse foi um dos erros.
Vamos ser sinceros, isso é conversa pra boi dormir.
A opção pelo termo nem foi do tradutor, foi algo que decidimos mudar internamente aqui na redação, quando estávamos revisando o material.
Então, vocês erram…
O sujeito que fala o termo, um inglês bastante afetado, tinha toda a cara de alguém que falaria uma besteira assim. Por isso, achamos natural e até engraçado que tal palavra saísse de sua boca.
A revista é estrangeira, se passa em outro país e tem um contexto totalmente alheio à realidade em que vivemos. Com tanta palavra mais adequada para o “inglês afetado” proferir, a escolhida foi sim bem estranha.
E sobre o Tex, no original sempre foram usados termos depreciativos para todas as raças – mas principalmente quando se tratam de vilões ou fora da lei.
Meu italiano é pior que o do Tony Ramos, mas pelo que pude perceber o termo utilizado foi totalmente gratuito, não expressando em nada a obra original.
Como leitor, minha preocupação é com a descaracterização da obra original. A equipe de tradutores da Panini tá cagando e andando pra isso, pelo que podemos perceber. Quando li a última mini-série do OMAC por exemplo, fiquei triste com a péssima adaptação. Me pareceu que o tradutor teve preguiça de buscar algumas referências e adaptar corretamente as expressões.
Cristina,
Obrigado pelo seu comentário. Foi uma piada e apenas isso: uma piada. Se foi um erro, assumo para mim a culpa.
Nada de cunho político aí. Mas evitaremos coisas assim já que alguns leitores parecem não ter a mente tão aberta quanto se espera de quem lê uma revista cujo tema principal é a mais pura fantasia.
Um abração,
Levi Trindade
Editor Sênior DC Comics
Sandro, boa tarde.
Você não gostar é uma coisa. E errar, todo mundo erra. Você considerou isso um erro, outros leitores nem ligaram pra isso, já que estavam mais interessados na história – que, diga-se de passagem, é o mais importante em se tratando de um gibi.
Tex não é da Panini, é da Mythos. Você parece não ter entendido o que expliquei a respeito da tradução e do termo utilizado na imagem que foi usada como exemplo de racismo. Mesmo que no original não tivesse o termo, a tradução se manteve fiel à característica do personagem tal qual ele foi idealizado em 1948. Mesmo que na cena em questão não houvesse um xingamento racista, em outras páginas e em outras histórias é muito fácil encontrar isso.
Acho que é uma questão de interpretar apenas metade do contexto.
Quanto à escolha do termo “petralha”, entenda como uma brincadeira. Você tem o direito de gostar ou não. Mas isso não quer dizer que é um erro. Costumamos ler coisas muito mais estranhas tanto em livros quanto em HQs de outras editoras e não saímos fuzilando a família de quem fez a tradução, a adaptação ou a edição. Simplesmente lemos e nos divertimos. Afinal, gibi é pra ser diversão. Se acaba virando um tormento pra quem ler, então é melhor arranjar outro hobby.
A parte boa disso tudo é que vi pessoas ao menos se interessando em discutir um pouco sobre a situação do Brasil que, convenhamos, não é das melhores em se tratando de política. Creio que devíamos fazer como os egípcios e sairmos às ruas pra exigir os nossos direitos e que os políticos vagabundos nos devolvessem as fortunas que recebem e que tem a audácia de chamar de salário ou auxílio-qualquer coisa.
Vamos nos movimentar, galera. Você, por acaso, ganha R$ 26 mil? Nem eu. Então, tem algo muito errado, pois é muito fácil pra eles aprovar um aumento absurdo desses e ficar discutindo o rombo que vai causar nos cofres da União a merreca de aumento do salário mínimo. Isso é o que temos de discutir!
Um abraço,
Levi Trindade
Oi Levi,
Nesse caso acho que não é de ter mente aberta ou não. Só acho que foi uma piada de mal gosto.
Eu trabalho com comunicação tambem, entendo que isso é pura fantasia e deveria servir apenas como entretenimento, mas não seria primeira vez que alguem se valeria de quadrinhos como propaganda política.
O Capitão América ali da concorrente foi criado como propaganda anti-nazismo, e era quadrinho, era fantasia.
Não acho, sinceramente, que esse seja o caso da Panini, longe disso, só queria deixar minha opnião. E pra ninguem melhor que o próprio editor né.
Só mais uma coisa, é Cris de Cristiano hehehe.
A culpa é minha d’novo.
Abraço
Ok a Panini já se pronunciou, espero que o fato não mais ocorra, pois fica difícil de engolir o Batman falando da situação política do Brasil numa história que não tem nada haver com o assunto.
Traduções nunca são literais. Mas, nesse caso, petralha cai como uma luva.
Olá, Cristiano (me desculpe pela gafe).
A parte boa é que estamos podendo debater algo muito sério.
Sobre o Capitão América, aquilo era justificado pelo contexto da época. Todo mundo se engajou na luta contra o nazifascismo alemão, então os quadrinhos também acabaram entrando no chamado “esforço de guerra”.
Um abraço e valeu pelo papo.
Levi Trindade
concordo com vc em tudo…
porém acho absurdo, em uma tradução, colocar significados diferentes dos termos originais, sendo estes perfeitamente traduziveis
independente da posição politica do tradutor ou da empresa, esta não deve transparecer em seus textos traduzidos… se querem expressar sua posição politica que abram a editora para publicações nacionais… pois estas estarão mais coerentes com o contexto politico… daí eles tem total liberdade de pegar material de esquerda, direita, centro, neutro… qualquer coisa
Só faltam agora colocar um broche do PSDB no Duas-Caras… ora, francamente!
“a tradução se manteve fiel à característica do personagem”
Isso pouco importa quando o termo empregado naquele momento não era esse. Não era uma situação que apresentasse dificuldade em usar um termo mais próximo do original. Independente de ter se manter fiel ou não, o autor é quem deveria optar por usar esse tipo de termo e em qual momento.
Se a Panini, ou Mythos, chame como quiser, quer ser criativa, como demonstram essas duas situações, que invista em quadrinho autoral, publique coisas nacionais, faça sua propria HQ, e então use sua liberdade criativa nisso.
Mas prefere só reproduzir conteúdo estrangeiro e ignorar o quadrinho nacional, ok, então faça seu trabalho direito.
Traduza, não invente.
Não sou simpatizante de partido nenhum, não sou negro também. Esse comentário não foi motivado por revolta contra nada que não seja a falta de qualidade da Panini.
Too Late!!
Você ia achar normal se o texto que estivesse escrito fosse TUCANALHA?
Você ia apenas se interessar pela história? Acho que não!!
Levi, se traduzirem como TUCANALHA você vai achar uma simples brincadeira também não é? kkkk!! Pra cima de mim rapá?
A tradução do italiano “togliti dai piedi” para o português é algo como, “ande reto”, “ande para a frente”, e tem o sentido de “não olhe para o que não é de sua conta”.
A tradução “não se meta, macaco” ficou por conta do tal Caio Lopes, esse mesmo que traduziu “nasty” (desagradável, asqueroso) como “petralha”. O sujeito fez uma tradução racista e outra tucana. É, uma coisa tem a ver com a outra, geralmente.
Sério mesmo que o Levi acha “natural” um inglês conhecer um neologismo de um blogueiro da Veja?
A desculpa foi tão ruim quanto a tradução.
A verdade é que ficou ridículo.
O melhor comentário, genial!
Se vocês tucanos querem fazer piada, que não a façam durante o trabalho, onde se espera que a qualidade seja o objetivo.
Cool, um fake que se auto elogia =)
Vc disse tudo: – Falta de respeito com os seus leitores e com a fonte original!
Quem quer ler Diogro Mainardi e Tio Rei que compre VEJA…
Quem compra HQ não quer saber de política! Quer relaxar, curtir a história em quadrinho!
Lamentável a garfe do tradutor, da editora… lamentável!!!!
“Quanto à escolha do termo ‘petralha’, entenda como uma brincadeira.”
Então seria melhor que vocês brincassem menos e começassem a tratar a tradução de maneira mais profissional.
DC ficaria feliz em ver seu material virando propaganda política? Tenho certeza que não. Inventar desculpas é ainda mais idiota. Uma pesquisada no google pode mostrar que ele é majoritariamente usado pra ofender determinado partido político.
Se a Panini prezar por um padrão de qualidade decente é óbvio que vai colocar um pedido de desculpas em uma edição de Batman, em posição de destaque. Senão resta aos fãs recorrer a importados ou até mesmo (infelizmente) a scans, já que é inconcebível ver uma obra ter seu sentido alterado para beneficiar ou fazer propaganda de algo que não estava previsto nas história original. Se não se arrependem ou reconhecem o erro, coisa pior pode estar por vir. Vai saber que mais podem alterar. Não importa em quem Batman votaria, na Dilma ou no Serra. Se quiser rir sobre políticos, o leitor compra revistas de esquerda ou de direita.
o melhor resumo sobre tudo isso.
Parabéns
gostaria de parabenizar a todos do multiverso DC pela coragem de expor a situação ridicula e desnecessária criada pela Panini.
tomei a liberdade de tb citar o texto no Actions e Comics até como forma de tornar público tudo o que foi colocado
Na verdade, a palavra foi dicionarizada sim. Vejam: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/agora-nos-estamos-no-dicionario/
“Ah, tá no site do Azevedo!”. E daí? É um fato.
está em um dicionário e continua não tendo nenhuma similaridade com ‘nasty’, a julgar pela própria definição do sacconi
- Comissário!!!
Esse crime já foi solucionado!
A Editora Panini tem quase 27milhões em contratos SEM LICITAÇÃO com o governo de São Paulo.
A Panini está apenas lambendo as botas dos seus parceiros de falcatruas…
http://namarianews.blogspot.com/2010/10/viomundo-entrevista-namaria-250-milhoes.html
Mas isso não pode ficar assim!
Que os vilões e criminosos processem a Panini por tê-los chamado de Petralha!!
E que os macacos… procurem seus direitos!
http://www.entretantos.com.br/2010/10/christopher-nolan-quer-tucanos-no-proximo-batman/
euheuheueheuehe, o cara que escreveu o post já comete o MESMO erro que a editora cometeu, com esse papo escroto de “a Veja é malvada e usa a liberdade de imprensa pra justificar uma libertinagem de imprensa”.
Fala sério.
obviamente a editora cagou no pau, mas tá na cara que a reclamação desse Morcelli autor do post é mais por birrinha, por não concordar com a linha ideológica da revista e não gostar de ver algum sinal de aprovação dessa forma de pensamento.
Eu li e nem percebi. Mas se foi escrito isso não é correto, pois além de ser uma traição ao texto original (ou seja tradução mal feita) trata-se de ter sido mal intencionada, pois fez-se por motivos próprios e ainda utilizado um termo que creio que a maioria dos leitores nem compreenderia.
Não sei o que foi mais ridículo, se essa adaptação porca e assumidamente leviana (“foi brincadeira nossa”), ou o mimimi do Levi Trindade aqui, pedindo pra não crucificarmos a editora por decisões da redação quando ele próprio demoniza a política (o que só contribui pro analfabetismo político do brasileiro, com o qual ele finge indignação), chegando ao cúmulo de generalizar os políticos como ladrões e o escambau.
Levi, faz o seguinte: protesta contra a vitória da Dilma ou o aumento dos salários dos deputados no seu Twitter, não nas minhas revistas.
Tá explicado!
Os mafiosos da Panini só estavam fazendo um agradim pros patrões “Tucanalhas” (foram eles que começaram)
É mesmo… o que a DC diria se soubesse que suas revistas estão sendo usadas pra propaganda política maldosa da Panini no Brasil?
Provavelemente daria risada…
Caio Lopes/DVL é tucano e racista.
Alguma surpresa um tucano ser racistas?
A discussão é muito simples: não é necessário inventar na hora de traduzir, se a nossa língua tem a tradução da palavra.
E “nasty” tem umas dez traduções. Pra quê usar “petralha”?
Teve gente que não se ligou. Mas e se isso ficar frequente, justamente porque tem gente que nunca se liga?
E a discussão nem é sobre racismo ou política. É pra traduzir direito, só isso.
Felizmente a imprensa é livre. Quem não está satisfeito que procure outras revistas ou funde sua própria editora. Simples assim.
Acho ridículo querer ditar o que pode ou não ser escrito em uma revista baseado em gosto.
Até acho que a escolha foi ruim, havia termos melhores, mas vir com esse blablabla todo, ah me poupem.
Tem gente se doendo como se tivessem ofendido a própria mae.
Editora Panini recebeu 27 milhões do governo Tucano de SP sem licitação.
Alguma surpresa?
Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/10/viomundo-entrevista-namaria-250-milhoes.html#ixzz1DnvZirwg
Muito bem lembrado. O imbecil Reitrolha Azevedo devia comentar esse peculiaridade da verba sem licitação. Mas duvido que o faça, cagão do jeito que é…
A gente passa boa parte do dia lidando com nossos problemas pessoais. Dai para pra ver/ler um jornal para ver nossos problemas como cidadãos. Mas quando paramos pra ler uma revista em quadrinhos, é pra fugir e esquecer dos problemas, e dai me vem um tradutor e me faz isso. É como um chefe te ligando nas férias. Ninguém merece.
Peraí, ninguém tá reclamando da opção ideológica de ninguém. O problema é pegar uma palavra sem cunho político e e traduzir pra outra recém-criada que só é usada pra criticar um determinado partido.
Exatamente. Totalmente desnecessária a escolha de tal palavra (que, confesso, não sabia que existia) na tradução. Liberdade de imprensa é uma coisa (e aliás, nem tem a ver com o ocorrido); utilizar uma expressão cuja origem possui um viés totalmente ideológico em uma história de quadrinhos quando o contexto da cena é totalmente diverso ultrapassa a “simples adaptação” e vira sacanagem mesmo.
Pisada na bola da tradução (provavelmente acharam que ninguém iria perceber).
Se a Veja é assim, o que o senhor acha de revistas como ISTOÉ ou Carta Capital?
Sinceramente, politicagem está aqui neste post, não em um termo que já se encontra no dicionário.
Sugiro para o autor do texto o seguinte link:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nojentos-horriveis-asquerosos-odiosos-sordidos-malcriados-repelentes-vis-desagradaveis-indecentes-torpes-trapaceiros-vigaristas-ou-seja-petralhas/#comment-1461514
O termo já está dicionarizado (Sacconi) e o que temos aqui é tão somente a patrulha petralha reclamando. Lembrando que petralha abrange também a corja do politicamente correto. A tradução foi muito feliz!Parabéns à Panini pela coragem e inovação e que não se atemorize diante da patrulha dos petralhas!
Na verdade sim. Será que essa sua afirmação procede? Só digo que essa ilação pode te custar um bom processo. Só não estou surpreso com a sua ignorância e má-fé. Você com certeza é um “nasty/petralha”.
Petralha!
A verdadeira identidade do Robin
http://www.flickr.com/photos/boemios_errantes/5443026914/
http://www.flickr.com/photos/boemios_errantes/5443026914/
Acho engraçado nós, que apenas cobramos uma tradução mais séria, comprometida e que reflita o que o autor quis expressar (sem politicagem, racismo ou ideologias indevidas), sermos taxados de petistas recalcados ou coisa assim por alguns. Acho que falo por todo mundo que frequenta esse blog para ler sobre quadrinhos da DC: política tem hora e lugar certo e não é nas páginas de nossas queridas revistas.
ps: e de acordo com o Saconni, dicionariozinho onde o termo se encontra, Rei Perolado segundo a tradução nacional é vil, corrupto e tal, mas posa de gente de bem. Será que Grant Morrison tinha isso em mente? Duvido. E mais, se não tá no vocabulário da ABL e nos maiores dicionários do país, inclusive de inglês/português, não é um termo tão difundido como alguns defensores dessa putaria pensam.
por não concordar com a linha ideológica da revista e não gostar de ver algum sinal de aprovação dessa forma de pensamento.
Para de falar merda, cara. A revista do Batman é originalmente publicada nos EUA e escrita por um escocês. Se nela tem alguma ideologia política, não tem nada a ver com nosso país. Se a revista segue um alinha ideológica, é cortesia da Panini. Como leitores, queremos a obra o mais perto possível do original, só isso.
Disse tudo. Até o único dicionário que possui essa palavra mostra que a tradução foi uma merda.
Eu quero ver um dicionário Inglês/Português mostrar que nasty = petralha.
Agora os lambedores de saco do Reinaldo vão tentar difundir esse termo usando o Batman como garoto propaganda. Infelizmente nossos gibis serão maculados mais uma vez.
E eu pergunto: o que a liberdade de expressão tem a ver com o caso? Não importa, para nós desse blog pleo menos, o que a Veja, Época, Isto É ou qualquer outra revista ou jornal publica. Batman é uma obra de ficção e como tal, deve ser mantida íntegra em seu conteúdo, não servindo de manifesto ou coisa do tipo a menos que o original siga esta linha. E como leitores assíduos e consumidores pagantes, temos sim o direito de reclamar quando o produto que compramos está com defeito. O mínimo que a Panini deveria fazer era pedir desculpas e não cometer o erro novamente.
Erra quem acha que este tópico é um manifesto político. Estamos reclamando apenas de um trabalho mal feito e nada mais.
Veja a definição da palavra no citado dicionário e depois leia o arco do Batman onde ela é usada. Depois veja se a definição da palavra se aplica à quem foi usado.
Não há politicagem aqui. Somos leitores, amamos os quadrinhos e desde sempre (desde as cagadas da Abril, pelo menso) reclamamos de um trabalho mal feito.
Nós, Decenautas e amantes dos quadrinhos, somos agora a “patrulha petralha” por exigirmos um trabalho bem feito por parte da editora que representa nossa editora favorita em nosso país. Tem graça isso…
Chegando bem atrasado pra festa (sejamos sinceros, quando a polêmica já está se espalhando sozinha, eu meio que fico sem função), darei aqui meus dois pitacos.
Eu acho que o Levi Trindade tem todo o direito de vir aqui e defender seu ganha pão, assim como as escolhas feitas por este ou, na impossibilidade de defesa, passar a versão do fato que menos queime o filme. Independentemente da cagada, ela tem de ser encarada profissionalmente, e até aí, nada demais.
TODAVIA:
- Qualquer um acusando o Morcelli, o Sandro ou quem quer que tenha postado de simpatizante de qualquer coisa, ou não está entendendo o ponto para o qual a discussão andou, ou simplesmente age com tremenda má-vontade. Eu posso ser petista, tucano, peemedebista ou anarco-punk, e nenhuma dessas escolhas influiria no fato de que eu estou comprando um gibi escrito por Grant Morrison por ser fã de Grant Morrison…
ASSIM SENDO
… eu acredito que Grant Morrison saiba muito bem o contexto de cada fala que coloca na boca de cada personagem que escreve. E embora eu entenda a necessidade de adaptação em oposição à tradução literal 100% do tempo, acredito que tal escolha deva ser feita APENAS quando a tradução literal causa/possa causar dificuldade de entendimento ou quebra de contexto. Não, de maneira alguma, quando “a redação acha que seria divertido”.
Uma história de Morrison (ou Ellis, ou Hickman) é uma história DESTES autores; se compro, compro pra ler o que ELES disseram e, no caso de uma obra traduzida, espero fidelidade, mesmo que não necessariamente numa tradução direta, mas ao menos ao ponto de manter o contexto original. Me interessa o que Morrison( ou Ellis, ou Hickman) quis dizer, e não o que o tradutor “acha que a personagem diria”.
E nesse ponto, isso foi, sim, uma cagada feia da Panini. O que é uma pena, mas dá plenos direitos a quem quiser reclamar.
EM TEMPO: Os “Reis Perolados” realmente existem, e são uma tradição inglesa que data de 1875. Envolvem-se, entre outras coisas, em trabalhos e eventos destinados á caridade, o que torna bem pouco plausível que usasse um termo depreciativo à uma posição política específica, particularmente contra a esquerda. E o inglês afetado NÃO é sinal de ignorância, mas uma característica da tradição.
EM TEMPO 02: relendo a edição agora, percebi que quem usa o termo não é o Rei, mas o carcereiro. Peço desculpas pela pequena confusão acima (embora acredite que, contextualmente, esse fato torne a tradução/adaptação ainda pior)
Conversa fiada! Está reclamando porque o termo remete a um partido notório por suas falcatruas. E você procura esconder suas simpatias com essa conversa de “queremos quadrinhos livre de politicagem”.
Não vai demorar, principalmente se os tradutores de quadrinhos continuarem utilizando o termo. Aí, os petralhas vão ter de engolir. Chupa petralhada!!!!
Alguém contou isso pra DC e pro Morrison?
É foda, cara. Como consumidores, gente que paga pela revista pra poder ler o que o autor escreveu, não temos o direito de reclamar quando achamos que algo não está certo. Por exercer o direito de achar que o produto está com defeito e cobrar, somos taxados de petistas, anti-tucanos e censores. Uma clara forma de autopromoção de nossos acusadores e justificativa daqueles que erraram. É sempre assim nesse país, o povo está sempre errado.
Se esse país fosse sério, a Panini teria que fazer recall, pedir desculpas pelo erro publicamente e ao menos advertir os funcionários incompetentes.
Quero dizer a estes politiqueiros de merda, que fazem de tudo um ato político: vão se foder, e fiquem longe de nossos gibis, filhos da puta! A gente já tá atolado nessa merda o suficiente e não precisamos disso nas nossas horas de laser e entretenimento.
Nunca mais compro nada publicado no Brasil. Recorrerei à importação (mesmo meu inglês sendo uma merda) ou ficarei com os scans. Pelo menos o pessoal que traduziu “às margens da lei” é mais honesto, competente e assume quando erra (o que é raro). E, acima de tudo, faz o que faz pela paixão aos gibis e não por politicagem, egos e fama.
Somos leitores e merecemos respeito.
Brasil tem 500 anos de má gestão, incluindo a coroa portuguesa, francesa, holandesa, ditaduras e partidos diversos, incluindo PMDB, PSDB e PT… Vocês, anti-petistas, anti-tucanos, anti-qualquer-merda-dessa, em suma, politiqueiros… dão muito crédito (positivo ou negativo) ao Lula e a seus seguidores e estão reclamando (ou elogiando) no lugar errado.
Somos nerds e sendo assim, queremos que a política, vá a merda. E queremos que todos aqueles que usem de política pra qualquer fim que não seja o nosso honesto e EGOÍSTA entretenimento, vá a merda. Quer saber o que rola aqui diariamente? Então apareça e dê uma olhada. Não vai ver nenhuma alusão à política, a ideologias. Conceitos sim, expressos por meio de Jack Kirby, Grant Morrison, Allan Moore e até do superestimado Geoff Johns. Aqui tratamos de um produto estrangeiro. Somente quando somos tratados como otários pela Panini, Mythos, etc, lembramos que estamos no Brasil.
Resumindo: politiqueiros de merda, deixem nossos amados gibis em paz!
Tucanalha!!
E cá entre nós, mané, você é tão pretensioso a ponto de achar que sabe o que nós pensamos e nossas intensões? Faz-me rir…
Nação Multiverso DC, Decenautas, está entre nós Nix Uotário, o juiz de todo o caráter…
auehauehaauehauehaauehauehaauehaueha!!!
kkkk!! Já está dicionarizada? Vamos dicionarizar a TUCANALHA também!! kkkkk!! Vou arrumar um “dicionário” de um amigo meu e dicionarizar a expressão mais verdadeira que existe>> TUCANALHA!!
Você diz “Somos nerds e sendo assim, queremos que a política, vá a merda.”, e depois o otário sou eu? Ahahahaha digo eu. Fale por você cara! Gosto e coleciono gibis e nem por isso me torno um alienado ou um simpatizante ou um conformista com a merda. E onde houver um petralha enchendo o saco, propagando suas calúnias e desinformação, caso eu tenha conhecimento, como é o caso da invasão de vocês aqui, estarei metendo a sola no ânus de vocês. Petralha!!!!!
Pretencioso eu? kkkkkkkkkkkk. Cara, você é uma piada! Há muito tempo, felizmente, uso as sandálias da humildade (recomendo: faça o mesmo). Apenas deduzo das suas ações e lorotas o quão sórdidos você podem ser a ponto de patrulharem gibis!
Pretencioso eu? kkkkkkkkkkkk. Cara, você é uma piada! Há muito tempo, felizmente, uso as sandálias da humildade (recomendo: faça o mesmo). Apenas deduzo das suas ações e lorotas o quão sórdidos vocês podem ser a ponto de patrulharem gibis!
Recall de gibis porque uma tradução, apropriada mas não consagrada, foi utilizada? E ainda tem a cara de pau de fingir independência, “sou só um leitor preocupado com a qualidade das traduções”. É muito descaramento!
Cara, na moral e sem querer arrumar confusão: NÃO É uma tradução apropriada, não importa de quantas maneiras se doure a pílula.
O termo usado tem conotação política, e o original não. É simples assim.
Invasão? Sério, Nix Uotário? Tirando você e sua corja paranoica que se acha o centro das atenções e que transformou uma crítica perfeitamente válida num manifesto político, a maioria que postou aqui é frequentador assíduo do blog, dá suas opiniões SOBRE QUADRINHOS e nunca expôs posições políticas. Vocês, politiqueiros, são os invasores. Saiam dos nossos gibis, é só isso que pedimos.
E é sério que, a cada oportunidade que tiver, vai chamar todos aqueles que discordam de você de “petralha”? Quando ódio no coração. Cresce, filhão? Como eu disse lá no blog do Azevedo (post que não foi aprovado, não sei porque…), eu voto em pessoas, não em partidos. Há gente podre em todo lugar, tanto no PT quanto no PSDB, PSOL, etc… Mas também há gente honesta e trabalhadora e qualquer termo que generalize (seja petralha, tucanalha ou qualquer outro de cunho político) é no mínimo imoral. Assim como aqueles que o usam.
Pra terminar eu digo: tá com raiva? Enfia o dedo no cu e rasga. Ou vai chorar na cama que é lugar quente. Enquanto os politiqueiros tentarem desvirtuar nosso entretenimento, nós não ficaremos calados. É um simples caso de direito do consumidor.
Nos respeite, Panini
&
Fodam-se, politiqueiros.
EPIC WIN!
Bem, segundo o MdM, após muita conversa pra boi dormir e papo furado, Levi Trindade assumiu o erro, pediu desculpas e prometeu mais cuidado no futuro. Pra mim isso basta e encerra o assunto. Só espero que daqui em diante tentem manter as traduções o mais próximas possíveis do original, tanto no sentido quanto nas ideias expressas pelo autor.
Agora podemos voltar à programação normal: falar mal do Johns.
Desencana. Vc vai ser chamado de petista safado, comunista, intelectual de barzinho e petralha o resto da vida.
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Você é um petista safado, comunista, intelectual de barzinho e petralha. Não bastasse faz fila ao norte de alucinados que acha que a imprensa precisa ser imparcial.
…O pedido de “desculpas”:
“A Panini considera o termo “petralha” como uma gíria que vem se popularizando no Brasil, e independente da origem do termo, não é mais utilizado no linguajar popular apenas com conotação política, mas como sinônimos para asqueroso, nojento, etc.”
Santo revanchismo, Batman!
Imperdoável mesmo pra mim é a cara-de-pau e a falta de respeito com a inteligência alheia presente na resposta. Ora, “se cagou, admita logo de vez”.
Eu sou petista e não estou nem aí para o que dizem e para o que não dizem a meu respeito e a respeito do partido. Não reajo a provocações e cansei de sacanear o José Serra (até mesmo pessoalmente), e cansei de dizer que o Mainardi e o Azevedo são analfabetos (não apenas literalmente, mas de várias formas).
Já cansei de dizer que o Serra é o responsável pelas enchentes de São Paulo (o que não deixa de ter o seu fundo de verdade). Cansei de deixar tucanos de cara fechada.
E vou ligar para essas coisinhas? Eles que venham com suas questiúnculas! Se soubessem ao menos o que é uma questão de verdade!
O Paulo fez a pergunta chave: a DC e o Morrison foram informados desse uso político desses quadrinhos?
Eu acho que se o termo viesse do original, não tinha problema. O problema é que o cara inventou uma coisa que não estava no original. Enfiou um termo político onde não havia. Se houvesse um “commie” no original, nada como traduzir como “comuna”, por exemplo. Em Hellblazer tem um estória em que o Constantine diz que é um demônio que aconselhava Margaret Tatcher e vive fazendo comentários contra o Partido Conservador inglês. Uma tradução disso não seria politicamente imparcial pois a parcialidade política estava na estória. A questão não é de imparcialidade, mas de honestidade.
Vc deve ter algum problema… consulte um psicólogo!
Bom, pouco tempo antes do pedido de desculpas verdadeiro da Panini através do Levi Trindade, esse assunto foi discutido no Bleeding Cool, site de “jornalismo fofoqueiro de quadrinhos” bem famoso e influente na gringa.
Até onde sei (e posso estar errado aqui), o Bleeding Cool é um daqueles sites que o pessoal da DC fintge que não lê, mas na real é a homepage deles. Então, é de se assumir que sim, alguém na DC tenha sabido do episódio.
“Quem compra HQ não quer saber de política! Quer relaxar, curtir a história em quadrinho!”
Também concordo com vc… quem quer saber de politicagem safada lê VEJA, GLOBO, FOLHA, ESTADÃO….
Para mim, esse tal de Morcelli é um petralha, e dos mais enrustidos. Mexeu com a tua turminha, já ficou toda ouriçada, né safado?
Falou mais um safado. Se o Mula entrar no mar, Bruninha morrerá afogada, pois está com a boca muito bem encaixada na piroquinha do Molusco.
Nada contra palvrões, obscenidades. ofensas e afins (porra, eu tenho muita coisa a favor, na real (y)), mas será que vc pdoeria, pro favor, redigir suas ofensas ou num contexto que caiba aqui ou, pelo menops, com uma criativiade superior a de um garoto de quinta séria?
Valeu!
Pensando melhor, serpá que você poderia, pro favor, escrever em CAPS LOCK?
É mais fácil pra reconhecer trolls assim e tal…
Tudo bem que eles estejam nervosinhos porque perderam a eleição (de novo). Mas descontar nos quadrinhos? Nada a ver.
concordo!!! ainda quer justificar a entrada no dicionário do termo? eu já havia até esquecido do termo pois nunca escuto isso por aqui!!!!! esses subliminares estão me matando! :[
O que me incomoda é que uma editora que devia respeitar o universo de uma personagem e prezar principalmente seus leitores, ficou misturando tradução com politicagem e fez a besteira que está aí e agora quer se declarar espantada com a polêmica gerada.
A Paninni é tão ingênua ao ponto de não supor o impacto que a expressão poderia causar? Alegam que o termo foi colocado de forma inocente e que seu uso no Brasil nem mais carrega o significado político, mas não é verdade, basta notar que a maioria dos comentários que aprovam a expressão na revista, quase sempre celebram o uso do termo com ofensas ao partido dos trabalhadores e seus filiados, difícil crer na pureza da Paninni.
Quando compro um quadrinho, a depender do contexto da história, não estou afim de saber da intriga política brasileira, para isso eu leio jornal, assisto noticiário, acesso internet… se comprar um gibi seja da Paninni ou de qualquer outra editora o que quero mesmo é distância dessa canalhice reinante que rola da direita para esquerda e da esquerda para direita.
Quem compra o Batman, quer apenas uma coisa… UM GIBI DO BATMAN , e com uma tradução decente.
A tradução do italiano “togliti dai piedi” para o português é algo como, “ande reto”, “ande para a frente”, e tem o sentido de “não olhe para o que não é de sua conta”.
A tradução “não se meta, macaco” ficou por conta do tal Caio Lopes, esse mesmo que traduziu “nasty” (desagradável, asqueroso) como “petralha”. O sujeito fez uma tradução racista e outra tucana. É, uma coisa tem a ver com a outra, geralmente.
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Com certeza Roberto, demonstra ser um péssimo tradutor, é movido por suas crenças preconceituosas e não por seu profissionalismo.
Colocando as editoras e as personagens em situações constrangedoras.
Puta que pariu! Tem imbecil ainda acusando os tucanos de serem racistas? Vão se foder, seus filhos das putas! Mostre uma só ação dos tucanos em favor do racismo! Agora, eu posso lembrar a vocês que o filho-da-puta-mor, ídolo analfa de toda essa corja petralha, foi no mínimo preconceituoso quando visitava a Namíbia:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI205886-EI306,00.html
De boa galera, chamar tucano de racista é tão generalizador quanto traduzir “nasty” como petralha.
Existem tucanos racistas? Com certeza – vide os episódios contra nordestinos tempos atrás; Mas generalizar, eu repito, só bota lenha numa fogueira que nem sequer deveria tersido acesa.
INDEPENDENTEMENTE da orientação polítca (ou falta de) de cada um, eu acredito que “tucano é racista” e “petistaé ladrão”caem na mesma categoria. Tem gente boa e gente ruim dos dois lados da questão (embora, provavelmente, não na cúpula de nenhum dos partidos.
)
Eu lembro que numa edição da Teia do Aranha, no início dos anos 90, auge da era Collor, a Abril republicou uma história em que o Peter Parker e seus amigos se envolvem na campanha de um cara chamado Raleigh, que além de estar sendo bancado pelo J. Jameson, estava sendo atacado por um supervilão chamado Disruptor. No final, revela-se que o Disruptor era o próprio Raleigh, tentando criar simpatia pra sua própria campanha, sabotando-a. A história já tinha saído no Brasil pela RGE, e na época da Teia, termos como “descamisados”, “marajá” e “aquilo roxo” tinham caído na linguagem coloquial. Na re-tradução que a Abril fez, tacaram esses termos na boca do político corrupto sem dó, o que criou uma identificação entre um supervilão perigoso e mau e o então Presidente da República, já bastante abalado por acontecimentos que levariam ao seu impeachment. Resumindo, onde quero chegar é que esses descuidos de gente que não liga muito pra objetividade ou para respeito às opiniões alheias sempre se manifesta em épocas de efervescência política. Mas nem por isso são mais justificáveis, ou sequer corretos. E olha que eu não defenderia um Fernando Collor sendo comparado a um bandido, só achei meio descabido ler isso num gibi de origem estrangeira. Penso o mesmo desse incidente do Batman #98.
Agora, o racismo na tradução do Tex é grosseiro. Mesmo que fosse a tônica da época em que as histórias se passam, o motivo é baixo principalmente por não ser uma tradução que adapta, mas reescreve arbitrariamente. Racismo, por menor que seja, até onde eu saiba dá até processo.
Ainda bem que não leio Tex, sempre achei muito ruim e estereotipado.
Salve Brunão,
Creio que a intenção de Roberto, foi a de trocar uma especulação por outra, e comprovar que as reações costumam ser a mesma. Basta trocar o lado da questão, para se descobrir o quanto uma generalização ofende.
Abraços
Muito lamentáveis as duas traduções desse cara. A Panini e a Mythos o defenderem e afirmarem que o termo não está mais ligado à sua origem é ridículo! A LÍNGUA é viva, e palavras mudam sim de significado. Mas não tão rápidamente, é óbvio! E o que dizer sobre o caso do Tex, então?
Se essas empresas fossem sérias, esse tradutor nunca mais teria serviço delas (se ele for prestador de serviços) ou seria demitido por justa causa (caso seja empregado).
Erros acontecem e acho até compreensível que revisores e editores deixam passar despercebido algo assim.
Mas, uma vez constatada a falha, a empresa deveria assumir o erro, punir o responsável e pedir desculpas.
Acabei de ler isso aqui:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/serra-psdb-educacao-midia-acoes-entre-amigos.html
O governo do estado de SP (PSDB) tem 27 em contrato sem licitação com a Panini.
Hm, agora entendi porque a empresa defendeu a tradução.
Cada vez mais triste.
Reproduzo aqui comentário que está no blog do Nassif:
sex, 11/02/2011 – 21:28
João Lucas Gontijo Fraga
” Em tempo: Não, “nasty” NÃO SE TRADUZ ASSIM. Vou falar com todas as letras: O TRADUTOR ERROU. Ou por malícia, ou por estupidez, ou pelos dois. Você não coloca termos políticos pejorativos apenas para determinados grupos como tradução de um termo geral. PONTO FINAL. QUALQUER tradutor decente traduziria “nasty” como uma miríade de outros termos. “Bandido” é um fácil. “Patife”, “Canalha”, raio, até “Meliante” dava. O tradutor precisou fazer esforço específico para aplicar política numa tradução de um termo simples desses. Em nome de todos os tradutores, vou dizer o seguinte: A MAIORIA NA MINHA PROFISSÃO TEM PROFISSIONALISMO O BASTANTE PARA NÃO FAZER UMA MERDA DESSAS! Mesmo que – ao que me parece – a maioria dos tradutores seja de direita, NENHUM tradutor que conheço faria uma merda dessas. Sou de esquerda, mas NUNCA ia traduzir “nasty” como “tucanalha”. Porque, porra, sou um profissional! E quem traduz “nasty” como “petralha” ou como “tucanalha” NÃO É UM. Em nome de meus companheiros de profissão e no meu: QUE MERDA, HEIM, CAIO LOPES? NOS DÁ VEGOLHA ALHEIA!!!
DA MINHA PROFISSÃO, CAIO LOPES, SEU IMBECIL, QUE SOU UM PROFISSIONAL E NÃO TE QUERO MANCHANDO O NOME DO QUE FAÇO PARA VIVER! “
Ôpa, o Marcus parece ter matado a charada. A Panini tem negócio$ com o governo de São Paulo. Contrato sem licitação. Hmmm, agora entendi porque o tradutor falsificou o original.
Porra, que desculpa esfarrapada é essa do TEx? No diálogo original, o Tex não xinga o negão de nada. Daí o “tradutor” mete um “macaco” na frase – provavelmente pra encher o balão. Mas o TEx NÃO CHAMOU O negão de macaco no original italiano! Não no referido diálogo! Nem nesta hq em especifico, aliás.
Daí pra argumentar com a mancada – ou seria macacada? – o Levi diz que o personagem é racista porque vivia num contexto racista! Essa desculpa pode funcionar muito bem com quem não conhece o personagem.O problema é que o Tex é tão politicamente correto que seja a ser entediante. Ele vive com os índios, seu filho é um mestiço, e dá lição de moral em quem discrimina os negros – já fez isso em várias histórias.
O tex é sinonimo de correção política na Italia, assim como superman e capitão américa nos eua. Então, nunca, jamais, você veria o tex, numa hq italiana,chamando um negro de macaco! Se o contexto realista do velho oeste era outro, sinto muito informar, mas isso não é a realidade, isso é uma história do TEX!
Os editores não tem o direito de “interpretar” algo diferente do que o autor QUIS ESCREVER. Se o escritor da Hq tivesse colocado um ‘macaco” ou outro xingamento ali, era mais do que dever traduzir. Agora, ACRESCENTAR um termo que não havia no dialogo original, e ainda mais um termo polemico e ofensivo, e usar como argumento que estavam “retratando” o “verdadeiro oeste”, olha, na verdade me parece que os editores estavam sim retratando sim é seus velhos preconceitos.
Duvido que o Sérgio Bonelly, editor e dono do material na Italia, e herdeiro do criador do Tex, ia concordar com o que vocês fizeram. Seria bem feito se essa noticia chegasse ao conhecimento dele.
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