Um dos artigos mais pedidos pelo pessoal que acompanha Lanterna Verde com afinco desde que Geoff Johns assumiu o universo dos soldados esmeralda é algo explicativo sobre quem é o vilão Mão Negra. Mesmo que seja uma antítese ao lanterna Hal Jordan, ele foi usado poucas vezes desde sua criação tornando-se importante apenas nos últimos 5 anos, quando Jordan voltou.
Para se ter uma ideia, William Hand foi criado por John Broome e Gil Kane em 1964, como uma piada interna ao escritor e artista Bill Finger (“Bill” é apelido de William e Hand – mão – é uma brincadeira com Finger – dedo). Sua primeira aparição deu-se em Green Lantern #29, numa história obviamente tosca mas inevitavelmente divertida, na qual o vilão revela um pouco sobre sua vida e arma um plano infalível contra o Lanterna Verde – ou quase isso.
Da Era de Prata para as seguintes
William Hand nasceu um gênio muito inventivo, mas por ser a ovelha negra da família resolveu usar isso para o mal. Criando uma predileção por falar diatos velhos em qualquer diálogo (ou até pensamento) que tenha, Bill faz parte da família Hand, renomada e situada em Coastville, que é um subúrbio de Coast City na Califórnia. O rapaz cresce um gênio do mal, assume a identidade de Mão Negra (por considerar-se o “ovelha negra” da família) e começa a driblar a polícia em todos os seus crimes.
O inevitável confronto com Hal Jordan acontece e, tendo inventado um dispositivo super avançado que sugaria a energia verde do anel do herói, Hand consegue fazer com que Hal seja dividido ao meio. Não cortado no tronco, mas ao meio mesmo, apenas um braço e uma perna e virando meio que uma folha de papel flutuante pelo quadrinho! Para vencer o vilão? Hal usa um truque de espelhos que mostra a Hand a metade sumida e deixa o vilão dúbio quanto sua capacidade. Obviamente o chiste funciona e Hand acaba preso. Sabe como é, Era de Prata.
Tendo aparecido algumas outras (poucas) vezes nos anos seguintes, o vilão nunca foi levado a sério pelos heróis e acabou derrotado por vários membros da Tropa e até pelo Flash. Vendo que esse papo de ser malvado não dava em nada Hand resolve fazer o que qualquer pessoa normal faria: ser dona de um cinema pornô! Guy Gardner era um cliente assíduo do local até o dia que resolve levar sua namorada Gelo pra lá e acaba num embate com Hand, um aposentado que estava de uniforme só de sacanagem – o cara estava sendo tratado por um psiquiatra, mas teve uma recaída e levou uma chuva de porrada de Guy (Nota: isso aconteceu na Liga da Justiça Internacional, de Keith Giffen e J.M. DeMatteis). Mesmo que Guy simplesmente não tenha dado a menor atenção para o que aconteceu, aquilo foi suficiente para tornar Hand um vilão novamente mais tarde.
A década de 1990 para o personagem foi tão negra quanto seu nome e ele permaneceu em obscuridade total (tendo apenas um encontro com Guy que teve um final parecido com o supracitado) até a década seguinte, quando foi lembrado pelo escritor Geoff Johns e passou a ser um dos elementos da minissérie Lanterna Verde: Renascimento.
A Mão Negra de Geoff Johns
Um pouco antes dos eventos de Lanterna Verde: Renascimento, o dispositivo do Mão Negro consegue localizar um anel verde, que está com o Arqueiro Verde, deixado a ele em caso de emergência. Hand tenta pegar este anel pra si, mas Hal Jordan em forma de Espectro e o próprio Arqueiro o impedem de obter este item arrancando a própria mão direita do vilão. O homem fica insano com o trauma do que perdeu e logo mais sabe da ressurreição de Jordan, decidindo viver na reconstruída cidade de Coast City para estar perto do seu arqui-inimigo. Tempos depois (já na nova série mensal do Lanterna Verde de Johns) ele é abduzido por Kroloteanos num avião, uma raça de alienígenas alemães que fazem experimentos com ele para melhorarem seus poderes, e depois o abandonam num local público.
Johns aproveitou esta situação toda com o personagem e seus primeiros planos para o que viria a ser A Noite Mais Densa para atualizar a origem do vilão e torná-la mais crível para os leitores modernos. Nesta nova história os pais de William Hand eram famosos por seus serviços funerários de qualidade e respeitosos, utilizando um logotipo que viria a figurar no peito do uniforme do Mão Negra.
Toda a descrição dela está em Green Lantern #43 (a primeira edição com Doug Mahnke na arte), que sai neste mês aqui no Brasil na revista Dimensão DC: Lanterna Verde nº 23 da Panini. Portanto, quando for lançada, comentaremos melhor esta nova origem do vilão aqui no Multiverso DC.
Tags: Blackest Night, Geoff Johns, Gil Kane, John Broome, Lanterna Verde, Mão Negra




” alienígenas alemães “????????????
não são alienígenas alemães… sao alienígenas q falam alemão… e q alegam q a lingua eh natal do mundo deles…
É pq normalmente os alienígenas são estadunidenses, saca?
Eles falam com sotaque alemão, assim como a lingua egípcia foi mesclado com thanagariano antigo. oh wow.
Não, não é sotaque. Eles afirmam claramente que o alemão falado na Terra foi inventado pela sua cultura natal.
‘Dimensão DC: Lanterna Verde’ nº 23 não existe.
Apartir da 21 se chama apenas ‘Lanterna Verde’
a tinha que ser da barbi
po ne
esse desenho é com bastante violencia