25/2/2010

Postado por Morcelli em Destaque, Review | 1 comentário

Em Tempos de Novo Krypton – Que comece a batalha!

Na nona parte de Novo Krypton enfim vemos a aguardada batalha dos heróis terrestres contra o exército de kryptonianos que não aceitam todas as culturas terrestres liderados por Alura, a viúva de Zor-El a pai da prima do Superman, a Supergirl. Mais uma vez James Robinson e o brasileiro Renato Guedes consegue conciliar a qualidade de ambos num trabalho ótimo que desenvolve mais e mais esta saga tão importante na vida do Homem de Aço.

O que acontece principalmente em Superman #683 (publicada em Superman nº 86 da Panini) é um aprofundamento na dinâmica da relação Terra-Novo Krypton, ainda um estado estabelecido ao lado do Pólo Norte mas que não aceita ser simplesmente isso. O duelo cultural se avança conforme o diálogo do Superman com heróis da Liga e Sociedade da Justiça vai ficando mais tenso – para quem não se lembra, soldados kryptonianos mataram membros da Polícia Científica de Metrópolis – e essa política não pode ser aceita mesmo que seja uma “confusão cultural” conforme alega Kal-El. No auge diplomacia mal aceita a batalha começa e tanto Robinson e Guedes se mostram muito preparados para lidar com uma saga como essa: toda a descrição argumentativa e artística das lutas e técnicas de cada envolvido é muito bacana, pois os autores conseguem fazer com que todo o clima tenda para uma “briga de pirata” muito bem feita – primeiro os oponentes se travam no diálogo e depois na porradaria.

Mais importante que este aspecto de diversão da revista está também o tratamento dado à relação entre os dois grupos distintos e ao protagonista. O Superman é inocente demais para acreditar na maldade de algumas pessoas de seu próprio povo (ou não quer acreditar por precisar ter gente semelhante ao seu lado) enquanto estes novos habitantes de nosso planeta não aceitam fazer parte da Terra, bem como é inaceitável o falecimento de alguém de tanta honra e sabedoria como Zor-El. A luta está iniciada e no drama de uma batalha tão intensa a própria Supergirl enfrenta seu primo, enquanto os Lanternas Verdes (Alan Scott, Hal Jordan e John Stewart) tentam o máximo que podem para defender os heróis que estão lutando ao lado deles. Só uma forma de impedir estes seres de destruírem estes símbolos da justiça: a magia e Zatanna chega liderando uma equipe de alguns dos maiores magos da DC para pegar esta galera.

No quesito arte a edição é linda. O desenho de Guedes é todo limpo e somando-o às cores cristalinas dos estúdios hi-fi temos páginas maravilhas que podem ser vistas acima no preview da edição. Em geral a saga segue muito bem, sabendo a hora certa de mostrar conflitos pessoais, ideológicos e até culturais, bem como tem momentos de boa ação para nenhum leitor de quadrinhos de super-heróis botar defeito.

Com a volta semanal destes artigos após alguns atrasos, amanhã falaremos mais sobre o Guardião de Metrópolis, que faz uma participação excelente neste capítulo e sobre a décima parte da saga. Até lá!


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Suporte o Multiverso DC.com:
  1. Gabriel Maranhão disse:

    Novo Krypton têm sido excelente: roteiros e arte; War of Supermen promete!

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