Postado por Morcelli em Destaque, Especiais, Nos EUA | 2 comentários
Resenhando o Vingador Fantasma e seu tie-in em Blackest Night
[o artigo abaixo contém spoilers]
Apesar de ter tido um final um pouco simples demais para uma história que explora um bocado da complexidade de um personagem muitas vezes esquecido dentro do Universo DC, Phantom Stranger #42 foi um dos tie-ins mais bacanas da Noite Mais Densa até agora. Com roteiros de Peter Tomasi e arte de Ardian Syaf a história parte exatamente de onde a luta do Vingador Fantasma com o Espectro estava para começar em Blackest Night #2.
O que é mais divertido nesta edição é quanto o lado de poder e magia que o Vingador possui é bem mostrado, algo que foi esquecido por muita gente ao retratá-lo. A grande luta interna do Espectro para se livrar da dominação no anel negro é bem interessante e um tanto quanto metafÃsica mas ela acaba deixando de ser o foco da revista quando este parte em busca de Hal Jordan e o Vingador, ao lado do Demônio Azul, percebem que o Desafiador deve ser salvo da luta de zumbis que está travando frente aos portões invisÃveis de Nanda Parbat. Esse ponto é realmente muito bacana pois, para quem não sabe, Boston Brand tem uma ligação espiritual muito forte com o lugar, que se tornou seu grande refúgio e também sua moradia ao lado dos sábios monges de lá. Mais que isso, a tomada de zumbis por lá tem uma explicação lógica e filosófica muito curiosa: para que o mal ascenda em absoluto (no caso o vilão Nekron) é necessário que qualquer fagulha do bem seja exterminada, e não existem espÃritos mais fortes e puros do Universo DC como os dos moradores daquele local, por onde até o próprio Batman já passou e se renovou espiritualmente.
Quem conhece o pessoal que colabora com o Multiverso DC sabe o quanto nosso amigo Brunão defende a auto-renovação pela qual Peter Tomasi vem passando nos últimos meses e ela se faz presente também nesta revista, que é muito bem narrada e se auto-explica sem precisar de nenhuma referência exterior. Ele também aproveita para instaurar os conceitos de magia contra a dominação dos aneis negros e, principalmente, da força espiritual do próprio tomado (no caso Boston) para que ele sobrepuje este mal. Isso também é muito bacana na história pois Boston Brand é uma exceção à todas as dominações zumbis vistas até então, pois ele é o único cujo espÃrito ainda vaga pela Terra e tem poder suficiente para derrubar qualquer tomada ao seu corpo falecido. Mesmo que isso seja um pouco bobo, a explicação é plausÃvel e divertida.
Para protegê-lo de eventuais novas invasões zumbis Boston deixa seu corpo dentro dos portões de Nanda Parbat e coloca um de seus amigos guardiões do local e o Demônio Azul para vigiá-lo. E como o próprio Vingador Fantasma diz: ele é necessário quando a vingança aparece.
Tags:Ardian Syaf, Blackest Night, Peter Tomasi, Resenhas, Vingador Fantasma
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Eu achei legal é quando o Deadman tentou dominar o Phantom Stranger ele viu parte do passado dele, mas a parte que ele viu foram as três possÃveis origens do Phantom Stranger que saiu numa revista há muito tempo atrás. Uma origem era que ele era Judas Escariotis e a gente vê ele se afastando das cruzes, a segunda eu não me recordo como é, mas a terceira versão da origem dele é que ele era um anjo que ficou vagando para conhecer outros lugares e acabou topando com um demônio que arrancou suas asas.
E o Phantom Stranger fala para o Deadman que ele viu tudo e não viu nada, ouseja, ele viu as três possÃveis origens e mesmo assim não sabe qual é a verdadeira e nem se uma delas é verdadeira. O Phantom Stranger está entre os personagens mais poderosos da DC, ele conseguiu burlar o poder do Deadman que não pôde enxergar verdades sobre a identidade do Phantom Stranger.
Bacana, lerei isso com certeza (me esquci que saia essa semana, ahauhauahua)