Postado por Morcelli em Destaque, Review | 2 comentários
Resenhando a Fúria dos Lanternas Vermelhos
Um dos maiores escritores de quadrinhos da atualidade? Sim. Uma das sagas mais complexas e cheias de conteúdo que a DC Comics já fez? Sim. Um grande desenhista para acompanhar este projeto? Sim. Uma mitologia bacana para ser aprofundada e explorada? Sim. A execução? Não excelente, mas ainda assim muito boa. É mais ou menos assim que podemos definir um tie-in que, no fundo, não tem praticamente nada a ver com a saga principal, mas é mais um item curioso a ser acrescentado na mitologia dos Lanternas Verdes.
Rage of the Red Lanterns, como foi chamada nos EUA, é escrita pelo “homem-lanterna” Geoff Johns ao lado de Shane Davis, um desenhista ainda um tanto novo no mercado mas que tem boas feições nos personagens e cenas de ação muito legais e as cores dão um destaque ainda maior para seu traço. Nesta história finalmente somos apresentados aos prometidos Lanternas Vermelhos liderados pelo enfurecido Atrócitus, conhecido da Origem de Hal Jordan e que toma parte em toda a mitologia desses lanternas desde o princípio – claro, com muita base em “Tygers” de Alan Moore, tais como o próprio planeta Ysmault.
O que é bacana aqui (e aqui vai uma dica: isso infelizmente não funciona para as histórias dos Lanternas Azuis e nem dos Laranjas) é que a história é sobre emoções e quando se trata de raiva e fúria o roteiro é muito bem escrito, mais ainda pelas boas caracterizações de cada membro desta tropa que vamos conhecendo nas páginas. A ameaça acaba chamando a atenção de Hal Jordan que percebe o quanto eles são poderosos e, bem ao final, recebe ajuda do misterioso Santo Nômade, um Lanterna Azul!
Dentre os elementos mais legais da história estão a formação desta tropa, suas motivações particulares e a forma como os aneis deles funcionam – essa é uma coisa que Johns vem mostrando vagarosamente com cada tropa, pois seus aneis se carregam de forma diferente para cada cor do espectro emocional. Uma ótima ideia! Fora isso há também o fato de que os planos de uma misteriosa guardiã estão começando a ficar claros para os leitores, principalmente devido ao fato de que há uma cena em que ela aparece com o que se assemelham MUITO aos símbolos dos aneis negros em seus olhos.
No fim a história não tem ligação nenhuma real com a Crise Final, a não ser pelo momento no início em que Hal está contando sobre o deicídio para seus amigos. Publicada aqui em Dimensão DC: Lanterna Verde nº 16, pela editora Panini, a história ainda pode ser encontrada nas bancas de todo o Brasil. Procure a sua!
Tags:Crise Final, Geoff Johns, Lanterna Verde, Panini, Resenhas, Shane Davis
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Li anteontem, os Lanternas Vermelhos até agora são meus preferidos por serem os mais diferentes. O gatinho é o melhor.
[]’s
Cara, vô te contar… Não aguentava mais ler Origens Secretas! Começou bem, mas depois esticou demais… E essa história arrebenta! E pô, fazia tempo que eu não via o Shane Davis desenhando, acho que desde de Superman/Batman, e eu curto o estilo dele, apesar de ainda preferir o Ivan Reis!