Postado por Morcelli em Destaque, Especiais, Nos EUA | 7 comentários
Resenha de Blackest Night Wonder Woman #2
[o artigo abaixo contém spoilers]
As minissérie ligadas à Noite mais Densa seguem o modelo clássico de narrativa de três partes: o começo, o meio e o fim, sendo cada uma publicada em uma edição. Assim é com Blackest Night Wonder Woman, que chegou à sua segunda edição nesta última quarta-feira e que iremos comentar brevemente neste artigo.
Já de início vale ressaltar que o grande destaque, enfim, fica para a arte de Nicola Scott que faz um trabalho mais que maravilhoso neste tie-in, mostrando ser uma excelente desenhista para todos os aspectos de uma história: expressões, anatomia, ação, drama, fantasia. Ela consegue mandar bem em cada um desses elementos narrativos tornando o visual da revista muito rico e bonito, ao mesmo tempo totalmente limpo, devido à fineza de seu traço. Destaque, mais uma vez, para Mera, que além de estar bem escrita aqui também é muito palpável em suas emoções devido à bela arte feita. Enfim, vamos comentar o roteiro.
Greg Rucka teve uma longa passagem pela Mulher-Maravilha anos atrás, na época da Crise Infinita, e foi muito elogiado pelo seu trabalho com ela, tendo escrito algumas das histórias mais importantes que a princesa amazona já teve até hoje. Para a minissérie é claro que a DC o escolheu, não só por estar familiarizado com ela mas também pelo aspecto comercial: Rucka é garantia de que a mini iria vender razoavelmente bem. Mas e o conteúdo? A primeira edição, como já resenhamos aqui, foi bem introdutória e, apesar de não ser uma super história, não ofende a inteligência do leitor e vale uma olhadinha. Nesta segunda edição, a coisa já não cola tão bem assim, infelizmente – ainda não ofende a inteligência do leitor, mas poderia ter sido melhor aparada.
O grande problema não é a narrativa pois nisso Rucka se dá muito bem mostrando o aspecto dramático da transformação de Diana num zumbi vivo e o conflito que se dá em seu espírito ao ser tomado por uma energia muito maior que ela. O drama do ataque à Mera também é bem caracterizado, nos fazendo entender a dificuldade dela de controlar suas ações e instintos – isso na história é muito bom. Os acontecimentos que fazem a qualidade do livro cair bastante são os “acessos imaginários de zumbi” que Diana tem:
- ela recebe ajuda da Moça-Maravilha, Cassie, mas Donna chega a arranca o coração da loura;
- Diana não suporta o que acontece e destrói Donna;
- a mãe de Diana aparece, e acaba morta pela própria filha
Pesado, não é mesmo? Mas então, surge o Batman, que a beija, impedindo que mais loucuras aconteçam. Ah sim, o Batman é Bruce Wayne. É aí que aparece Afrodite, a deusa do amor, que explica à Diana que aquilo foi um mundo criado por ela mesma para que a princesa pudesse explorar tudo que havia de ruim dentro de si ao ser dominada pelo anel negro e expelir esses sentimentos maléficos para se libertar e assumir o que sempre foi: um símbolo do amot. O que realmente não cai bem é a forma como isso foi feito, no velho estilo “foi apenas um sonho e agora que acordei está tudo bem”. Rucka poderia ter sido um pouco mais razoável ou criativo nesse sentido. E então vemos a transformação dela em uma Zamarona com o anel violeta.
Enfim, qual o saldo final da minissérie até agora? Ainda é positivo. Por um princípio básico: Rucka sabe escrever Diana Prince. Apesar da desculpa esfarrapada, ela também pode ser relevada, pois se tratando de uma personagem de origens místicas e mitológicas, mundos irreais são parte de sua própria história, e sob esse aspecto a ideia do mundo paralelo criado por Afrodite nem é tão boba assim se pensarmos desta forma. O que realmente cairia bem seria uma edição única, em tamanho especial, para narrar toda essa história sem precisar de momentos gratuitos. Aí sim teríamos um excelente tie-in da Mulher-Maravilha ligado ao evento.
PS: A frase da edição foi “Uma rainha não recebe ordens de uma princesa!”, de Mera. Quando é que a DC vai se ligar que o Aquaman precisa de uma nova revista? =)
Tags:Aquaman, Blackest Night, Greg Rucka, Mulher-Maravilha, Nicola Scott, Resenhas
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Só eu acho a Mera enfrentar a MM meio forçado?
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Não, ão é só você. MAs se o Jordão consegue socar o Bátima, tudo é possível.
Quando é que a DC vai se ligar que o Aquaman precisa de uma nova revista? [2]
por que a dc não permite um romance entre o batman e a mulher-maravilha???
eles combinam muito mais que batman e mulher-gato ou super-man e mulher-maravilha…
e seria uma ótima publicidade para ambos os personagens e o fim das dúvidas sobre a heterosexualidade dos dois..
ora,se arqueiro verde e canário negro,mulher-gavião e gavião negro ,aquaman e mera,tigre de bronze e vixen,asa noturna e estelar,ralph e sue dibny,podem se relacionar e serem casais,batman e mulher-maravilha podem também!!!!!!
OU A DC TEM MEDO QUE O ROMANCE DÊ CERTO???
Também acho que um romance entre os dois poderia ser melhor explorado pela DC, desde que não fosse nada parecido com aquela coisa sem graça que foi feito anos atrás.
MM e BT são opostos e esse contraste renderia histórias muito interessantes, mas não necessariamente eles precisariam “casar, ter filhos e viver felizes para sempre”, acho que uma coisa assim não combina com nenhum dos dois.
Vamos deixar os heróis serem felizes também gente! :D
Acompanho Blackest Night fielmente. Leio todos os tie-ins. Baixei esse, tava lendo normalmente com meu namorado. Aí apareceu o batarangue, não entendi nada. Com o desenrolar da cena e o beijo dos dois eu quase passei mal. Meu namorado disse que eu estava vermelha. Isso porque eu amo os dois personagens separadamente e acho que eles funcionariam muito bem juntos. A primeira vez que vi isso foi no desenho animado da Liga. E rola um clima e até uns beijos entre eles nas HQ’s (momentos que poderiam ser melhor explorados aliás). Eu sabia que tinha algo errado quando o Bruce apareceu. Afinal, ele tá passeando no passado. Mas o que importa é que o anel violeta quebrou a conexão da Diana com o anel negro depois que ela “sonhou” que beijou o Bruce. A imagem com a cor voltando pra ela foi linda. E o anel violeta simboliza amor romântico. Ela gosta dele. Ponto. Mesmo que nada aconteça, ela gosta dele. E isso é tão foda! *-*
E a Mera achando que pode com a MM foi a primeira coisa que eu comentei com meu namorado quando baixei a revista. Aliás, eu já tinha achado sem noção em Blackest Night 6 quando a briga começa por assim dizer. Prefiro acreditar que a Diana não acabou com a Mera rápido porque a mente normal dela tava segurando a Diana Zumbi.