16/12/2009

Postado por Morcelli em Destaque, Dossiê | 2 comentários

A história de Kyle Rayner – Hal Jordan, Ganthet e Guy Gardner!

Hoje, na terceira semana consecutiva em que fazemos um flashback em toda a carreira do lanterna verde Kyle Rayner, vamos ver histórias com mais ação e acontecimentos mais importantes na sua vida com Donna Troy e como o único Lanterna que existe no universo. A partir daqui é interessante notar que suas aventuras se focam mais na porradaria, mas sem perder o aspecto histórico e legado do manto dos lanternas, principalmente quando ele se encontra com ex-membros terrestres da tropa como Guy Gardner e o terrível Hal Jordan.

História: Pena Capital
(Publicação original: Guy Gardner Warrior: #27-28, Green Lantern v3 #60 / Inédita no Brasil)

Pela primeira vez Guy Gardner e Kyle Rayner vão se encontrar. Neste arco inédito no Brasil até hoje, a dupla enfrenta os desafios do Conselho e seus enviados para derrubar Guy. Mas por que o Conselho está atrás dele? Primeiramente deve-se dizer que os roteiros de Beau Smith não são nada grandiosos mas garantem um bom nível de diversão descompromissada, que era a grande intenção da editora com este encontro. Diferente de outros heróis, Guy aceita Kyle como o lanterna verde da Terra e a interação dos dois é bem diferenciada, mais simplificada e “pé no chão”.

Guy está recebendo honrarias do governo americano por seus serviços prestados e é parabenizado pelo Superman em pessoa, e depois por Aço. A dupla acaba se deparando com a primeira criação do conselho, o Sledge, que é derrotado facilmente. O que ninguém sabia que é que o super-humano Major Força estava na liderança dos metas deste misterioso grupo e não tarda até que ele persiga pessoas próximas a Guy como fez com Kyle. A motivação por trás do grupo não é muito clara, mas basta dizer que outros dos grandes metas por trás dele era Milícia, o suposto irmão desaparecido de Guy, chamado Mace.

Com o Major Força na jogada, não tarda para que Kyle se una na batalha contra ele ao lado de Guy – que, vale lembrar, descobriu suas origens vuldarianas e é um ser extremamente poderoso – e a dupla cai de pau em cima dele na casa da mãe de Guy, onde o Major foi para assustar o herói bem como fez com a namorada do lanterna verde, Alex, há algumas edições atrás. Por sorte, tudo não passava de um chiste, e a moça que estava dentro da geladeira de Guy era uma pobre coitada amiga de sua mãe, que estava ausente e foi poupada. Seguindo o rastro de um foragido Major Força, a dupla acaba se deparando com os soldados do Conselho liderados pelo Milícia.

Os soldados são facilmente derrotados pelos construtos robóticos de Kyle e pela força bruta de Guy, que desmascara o Milícia apenas para descobrir que não é seu irmão, mas sim um robô. Seguindo o rastro do Major, a dupla consegue descobrir um dos esconderijos do Conselho e lá Guy finalmente encontra seu verdadeiro irmão, que acaba morto na hora pelo Major Força. Guy, furioso mas muito ciente do que estava fazendo – e depois de ver Kyle não conseguir se vingar do vilão por ter assumido quem realmente é – mata friamente o Major.

A dupla conversa tempos depois do que aconteceu, e Guy não se arrepende do que fez.

História: Piquenique de Outro Mundo / A Volta de Ganthet
(Publicação original: Green Lantern v3 #61-#62 / No Brasil: Superboy nº 8)

Novamente Marz nos coloca no meio do relacionamento amoroso de Donna Troy e Kyle, que vemos tomando mais formas. Meses atrás nos foi mostrado que o grandioso Darkseid estava de olho neste novo herói e agora é hora de agir. Kyle faz uma linda surpresa para Donna, levando-a para fazer um piquenique no meio de Marte – mas não tarda até que eles sejam atacados pelo enviado do senhor do mal, Kalibak, seu próprio filho, para testar as capacidades deste que pode ser uma grande ameaça ao seu reinado no futuro.

Com alguma dificuldade, Kalibak acaba derrotado por Kyle, mas não sem uma ajuda de sua namorada. O fracasso do filho de Darkseid o decepciona, mas também faz com que ele perceba o potencial deste novo herói. Enquanto isso, a relação dele e de Donna se torna cada vez mais próxima, como já podemos ver no próximo capítulo, que se inicia com os dois fazendo cooper pelas ruas de Nova York, e descobrimos que a força do rapaz vem exclusivamente do anel, já que ele não aguenta acompanhar a garota – ou seja, com sua grande força de vontade e determinação, o anel lhe dá força física suficiente para as batalhas mesmo que ele não tenha nenhum preparo físico.

Os dois são interceptados por ladrões de rua, que acabam levando uma sova de Donna. Kyle a convida para jantar, mas ela tem que ficar de plantão na Torre Titã o que o leva a fazer algumas rondas por aí. Numa dessas, ele se depara com um robô fortíssimo que o captura, apenas para descobrir que Ganthet está na Terra e quer conversar com ele. Ganthet aproveita para tirar algumas dúvida de Kyle que, na verdade, são dos próprios leitores, tais como a ausência da fraqueza ao amarelo. Ganthet explica que, como esse anel foi forjado com as últimas forças dos guardiões que se foram, ele não é ligado à extinta bateria central, e por isso não tem nenhuma das fraquezas que tinham os outros.

O guardião também explica que ele foi escolhido por ser o mais próximo a estar apto a ser um lanterna, mas não era necessariamente a escolha mais adequada. Por isso, o anel seria recolhido e iria para alguém mais preparado. Kyle não aceita aquilo de forma alguma, mas é surpreendido por um recém retornado Hal Jordan.

História: Visão em Paralaxe
(Publicação original: Green Lantern v3 #63-#64 / No Brasil: Superboy nº 9)

A chega de Hal Jordan no apartamento de Kyle assusta não somente ele como o guardião também e com seus poderes de Parallax ele quer reclamar o anel para si. Ganthet faz questão de frisar que se Kyle é inadequado, Hal é o mais errado de todos, e jamais merecerá isso novamente. Entretanto, a força que Hal adquirir como lanterna e Parallax se unem num grande espectro verde de força que derruba Kyle fortemente, mas não de forma permanente.

Ganthet, vendo que Kyle sofreria e poderia ser morto na luta contra um poderosíssimo Hal, sai atrás dos melhores heróis da Terra para ajudarem-lhe, e então convoca o velho amigo do ex-lanterna, o Arqueiro Verde, Superman, Gavião Negro, Flash e Aquaman. A batalha é muito dura, mas com um grande destaque para os desenhos bonitos e bem acabados de Darryl Banks, principalmente com os construtos, nos quais ele esbanja toda sua criatividade e nos faz entender a personalidade de cada um dos dois lutadores apenas pela forma com que eles constroem as imagens: Kyle, como artista, é moderno, detalhista simbolista; por outro lado, Hal é um psicótico velho, que faz marretas e imagens de si mesmo.

Mesmo com tanta ajuda, os heróis sofrem nas mãos de Hal, que só acaba parando após um jogo psicológico deles contra ele, desistindo de recuperar o anel por suas motivações loucas (reconstruir Coast City à sua imagem). Kyle foi o grande destaque, mostrando que sua escolha, aparentemente ao acaso, acabou sendo a mais certa e ganha o direito de ficar com o único anel que resta no universo, recebendo a bênção de todos os principais heróis da DC.

Nossa Conclusão – até aqui

O mais legal das histórias que comentamos nesta semana sem dúvida fica para a relação de Kyle com os outros personagens do universo DC. Apesar de Ron Marz começar a mostrar as primeiras dificuldades em manter seu personagem em meses, mesmo com alguns momentos ralos, alguns outros são fantásticos, principalmente no que diz respeito à criatividade e coragem com que Kyle carrega o fardo de ser o único dos lanternas em todo o universo.

Se Marz é ralo e simples demais em aprofundamentos complexos de psicológico e roteiros mais bem desenvolvidos, no quesito heroísmo e criatividade visual ele detona ao lado de seu amigo e desenhista Daryl Banks, pois tendo em mãos um herói que é propriamente um artista declarado abre-se um grande leque de situações imprevisíveis e grandiosas, mostrando-nos os construtos mais criativos da história dos Lanternas, provando que a força de vontade de um herói é que realmente faz a diferença. A essa altura, Kyle deixa de ser um mero substituto e entra para o hall dos grandiosos da DC. Mais uma vez, parabéns à dupla criativa pelo trabalho, e estaremos de volta na semana que vem com novas aventuras do quinto e mais jovial dos lanternas terrestres.


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Suporte o Multiverso DC.com:
  1. dessas ediçoes comentadas a mais fraquinhha pra mim foi o crossover como Guy pois realmente foi bem fraquinha a ediçao e eu odiava essa nova carecteristica que GUY havia ganhado, pra mim a ediçao mais foda foi o pequenique com Donna pois eu adorava esse namoro dos dois, agora a luta do Kyle contra o Hal foi realmenete surprendente pois mostrou o tanto que o Kyle e merecedor do titulo de lanterna verde…

  2. Joel Ciclone disse:

    Pois é, por suas atitudes e dificuldades que eu escolhi ele como meu lanterna favorito, e não um cara que teve tudo muito facil e tem seu ovo babado por muitos até hoje!

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