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Retrospectiva Novo Krypton: O Terceiro Kryptoniano Parte Final
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CAPÍTULO 3 – A RESISTÊNCIA
(Superman #670, nos EUA / Superman #72, no Brasil)
Sinopse
Superman, Supergirl, Krypto, Poderosa, Chris, Batman e Karsta enfrentam Amalak, o perseguidor de kryptonianos.
A premissa deste arco é apresentar um conceito que está sendo usado a todo vapor por Geoff Johns atualmente nos EUA – a presença de vários kryptonianos na Terra. Sendo apresentada por Kurt Busiek, que tem feito um trabalho excelente com o Homem de Aço desde Um Ano Depois, este é o início da grande invasão kryptoniana em nosso planeta. O problema é que o autor deixou a bola cair muito cedo. O último capítulo, possuindo tamanho dobrado, parece um show de horrores e clichês mal executados.
Pode-se resumir tudo que aconteceu com os tópicos:
- Batman usa suas permissões com a tecnologia da Fortaleza da Solidão e tenta enfrentar Amalak de igual pra igual.
- Superman, Poderosa e Supergirl unem-se ao mascote Krypto e enfrentam soldados do vilão que invadiram a Fortaleza que fica na América do Sul.
- Karsta abandona a Terra e foge da briga.
- Ao conseguirem vencer os encarregados do alienígena, o trio e seu cachorro vão até a Fortaleza para cuidar do Homem-Morcego que, a essa altura do campeonato já havia usado todos os recursos disponíveis e preparava-se para fazer algo extremamente proibido pelo Homem de Aço: permitir que Chr
is Kent entre na batalha
- Vendo a dificuldade dos três kryptonianos de enfrentaram o vilão, Batman faz o que Superman mais temia e convoca Chris Kent – até então protegido por Lois – para a batalha. Isso é suficiente para Superman, que estava enfraquecido pelos raios sintéticos de sol vermelho dos artefatos do vilão e consegue vencê-lo
- Mas não sem o já imaginado retorno de Karsta, como nos velhos clichês de redenção
A história se conclui com Karsta entendendo seus pecados e levando o vilão para uma prisão especial, o que também pode significar a condenação dela pelos erros do passado. Basicamente uma edição fraca e um fechamento pífio para uma saga que poderia ter sido muito melhor.
Vale destacar o problema de Kandor. A cidade engarrafada não está mais dentro da Fortaleza da Solidão como se supunha. Amalak, ao querer vingança contra toda a raça kryptoniana, pretende destruir de uma vez por todas a colônia sobrevivente do planeta explodido. O que é interessante é que Kandor não está mais na garrafa – ela agora só serve de ligação entre nossa dimensão e uma outra, onde a cidade realmente está. Ao destruir a garrafa, o vilão quebra a ligação entre as duas dimensões, fazendo com que o herói não acredite mais ser possível ter contato com seus iguais. Certamente o futuro da cidade será explorado muito em breve com as grandes revoluções previstas para o Homem de Aço.
LUGAR NA C
RONOLOGIA
Claramente, Terceiro Kryptoniano passa-se antes do término de Último Filho, já que Chris Kent ainda está na Terra e finalmente conhece Batman e Robin pessoalmente. Amalak é um vilão novo, mas que havia aparecido de relance no arco De Volta à Ação.
O arco também é responsável por instalar, em definitivo, o conceito dos muitos kryptonianos existentes, algo que será explorado em breve na cronologia.
ANÁLISE FINAL
Enfim, qual é o grande problema de Terceiro Ktyptoniano? Apesar do sucesso que obteve entre muitos leitores nos EUA – obviamente com muitas exceções – os leitores brasileiros, quase em unanimidade, não tiveram a mesma recepção.
Pode-se resumir os problemas do arco em duas únicas frases: O impacto das revelações e falta de novidades. Em três edições o leitor teve a chance de ver uma nova sobrevivente do planeta natal do Superman e novos vilões, porém com trabalhos conjuntos de abordagem saturada com os mesmos grandes heróis de sempre. Há sim muita ação, além dos ganchos deixados para futuros e importantes arcos, que já foram publicados nos EUA e possuem uma grande qualidade – mas a narrativa funcionou tão mal que isso não é o bastante.
A questão é que nada disso citado acima, por mais importante que seja, parece realmente se fazer impactante ao leitor. Busiek falhou em sua narrativa ao mostrar a importância dessas revelações aos leitores – os próprios personagens parecem não reagir à altura de cada nova descober
ta. O desenvolvimento fraco, mas com boa conclusão, não foi suficiente para mostrar a que o arco veio – abrir ganchos em todo o canto para se explorar a presença de quartos, quintos e milésimos kryptonianos espalhados pelo universo afora.
Deixando o roteiro de lado, a arte é o principal problema de todo o arco. Apesar do tom divertido, Terceiro Krytoniano não merecia um artista tão mediano como Rick <i>Leonardi, que faz traços em alguns momentos até bizarros para a aventura, que tornam alguns momentos artisticamente sujos e desgostosos de se ver.
De qualquer forma, o arco ainda está acima da média e prova, mais uma vez, que é possível se fazer histórias com um personagem tão consagrado. Mais que isso, a quantidade de elementos acrescentada para futuros arcos e imensa e deixa muitas peças para roteiristas brincarem e montarem mais boas histórias com o personagem. Que venha o MUNDO BIZARRO!
Tags:Kurt Busiek, Novo Krypton, Rick Leonardi, Superespecial, Superman, Terceiro Kryptoniano
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Realmente acho Kandor algo mto complciado pro Superman…pq deixar seus semelhanmtes engarrafados?Faz mto mais sentido liberar eles da garrafa.