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Retrospectiva Novo Krypton: O Terceiro Kryptoniano Parte 2
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O QUE É “O TERCEIRO KRYPTONIANO” E PLOT
O Terceiro Kryptoniano é um arco de historias do Superman de três partes, escrito por Kurt Busiek e desenhado por Rick Leonardi. Foi lançado originalmente em Superman #668-670 nos EUA, respectivamente em Superman nº 70-72 no Brasil, pela editora Panini, sendo uma continuação direta do arco De Volta à Ação, publicado em uma edição única no Brasil, em Superman nº 58, em setembro de 2007. Lá, um vilão chamado Leiloeiro captura pessoas como troféus até que o Superman e uma aliança de heróis – todos capturados – se unem para impedir o estranho colecionador. O Leiloeiro então volta sua atenção para a descoberta de um terceiro kryptoniano na Terra, o que confunde o herói. Deve-se lembrar que Chris Kent ainda não havia chegado à Terra neste período.
A última parte de “O Terceiro Kryptoniano” sairia, originalmente, em Superman Annual #13.
PARTE 1 – CAPÍTULO 1 – A CAÇADA
(Superman #668, nos EUA / Superman #70, no Brasil)
Sinopse
Superman sai em busca do misterioso kryptoniano cuja presença o Leiloeiro detectou na Terra.
Em Superman #668 finalmente vemos o herói, emparceirado ao seu eterno companheiro Batman, em
busca do tal terceiro kryptoniano, anunciado meses atrás pelo vilão Leiloeiro no arco De volta à ação. Infelizmente, esta primeira edição já começa mal – Busiek aproveita o primeiro capítulo do arco para mostrar o que todo mundo já sabe: que Superman e Batman são bons amigos dentro dos seus limites, que Robin é um grande garoto e Chris pode aprender muito com ele. O autor literalmente perdeu metade da revista mostrando coisas realmente críveis entre os personagens, mas tediosas e auto-indulgentes.
A história que começa com os dois maiores ícones do Universo DC enfrentando Domínions enquanto buscam incessantemente pelo terceiro kryptoniano. Mesmo com toda a tecnologia disponível e os poderes de Kal-El, a dupla tem sofrido muito para encontrar a tal pessoa, o que só confirma que ela não quer ser encontrada por ninguém e deve viver num isolamento auto-forçado.
O equívoco do autor aqui foi ter focado a história em coisas que já são do conhecimento de qualquer leitor da DC Comics, fazendo com que a grande revelação do final, o momento em que Clark encontra o tal kryptoniano, passe praticamente despercebido.

Obviamente, Kurt Busiek é um grande escritor, além de ter um grande conhecimento do personagem e conseguir, em tempos tão difíceis, apresentar boas histórias com um personagem tão batido. Porém, o primeiro capítulo de sua nova investida deixou a desejar. Espera-se uma melhora no próximo capítulo, que revela a identidade do novo alienígena.
ENTREVISTA COM KURT BUSIEK
Entrevista do autor concedida ao site Newsarama, no dia do lançamento da primeira edição nos EUA.
Quando voce começou a pensar neste arco desde que assumiu o Superman?
Kurt Busiek: Não demorou muito para ele vir à tona pra falar a verdade. A idéia de outro kryptoniano foi algo que concebi bem cedo. Mas era algo bem vago; então, quando tive a chance de fazer “De Volta à Ação“, meio que tudo se encaixou naturalmente e estou feliz que finalmente chegou a hora de mostrar esta nova história. Rick Leonardi fez um ótimo trabalho.
É um personagem já conhecido? Algo que já estava na sua mente há algum tempo?
KB: Uma mistura dos dois. Não quero revelar muito. Há conexões com um personagens que os leitores da DC já viram antes, mas é alguém completamente novo e que honra o passado de um personagem que foi muito importante.
E como essa revelação afetará o emocional do Superman?
KB: Boa pergunta. Isso será muito explorado na história. A existência da Supergirl e de Chris Kent tem um grande efeito sobre ele, mas esta será uma relação muito diferente, que também gerará efeitos diferentes.
E como esta revelação será recebido na comunidade dos vilões?
KB: Há um vilão, pelo menos, que se enraivece muito, e ele está no centro desta história. Ele será melhor apresentado durante o arco.
A história possui apenas 3 partes, mas até onde suas implicações chegarão?
KB: Bem longe. Ela consegue se sustentar sozinha, mas também prepara o terreno para coisas muito maiores que veremos nos próximos arcos do Superman. Estamos desenvolvendo algo grande, que envolve todas as revistas ligadas ao herói e o “Terceiro Kryptoniano” é um dos pontapés iniciais para tudo isso que virá num futuro próximo.
Você disse que Rick Leonardi será o desenhista e ele não é lá muito bem cotado entre os fãs. Você pode nos falar um pouco sobre os artistas que têm passado por Superman?
KB: Tivemos a sorte de ter muitos bons desenhistas conosco, como Adam Kubert, Eric Powell, Pete Woods, Renato Guedes e agora Gary Frank, em Action Comics. Em Superman tivemos Carlos Pacheco, Walter Simonson Ed Barreto e muitos outros. Como esse arco envolve alienígenas, seres espaciais e coisas do tipo, Rick era o mais preparado por seu trabalho anterior com Star Wars. E seu trabalho ficou ótimo! Mas depois de todas essas trocas, nós vamos investir em um artista regular. Na verdade, nós sabemos quem é e estamos confiantes que os leitores gostarão muito quando for anunciado.
Depois de mais de duas décadas crendo que o Superman era o ÚLTIMO Filho de Krypton, estamos prestes a ver um aumento dramático de sobreviventes do planeta. Já temos a Supergirl, Poderosa, Chris Kent e os sobreviventes da Zona Fantasma. Até mesmo Krypto está de volta! Por que você diria que precisa haver essa explosão da população agora?
KB: As regras mudaram com o alvorecer da Crise Infinita. Nesse período em que você citou não vimos o Superman ser o último kryptoniano definitivo, mas o mais recente sobrevivente de lá. Obviamente, ele foi a última criança que nasceu lá, já que Zod é mais velho, a Supergirl nasceu em outro lugar etc.
Além disso, sabemos que os leitores gostariam de ver um Zod kryptoniano, não um vilão qualquer com esse nome. E eles gostaram muito de uma Supergirl genuinamente kryptoniana. A idéia do “último sobrevivente” é mostrar que ainda existem muitos kryptonianos por aí, mas Superman não perdeu sua importância como o último nascido lá.
Então, é só mais um ciclo na história do Superman.
KB: Pode ser. É um público cíclico e também uma decisão editorial, não acontece do nada. Existe um poder no Superman como o último sobrevivente e também um poder como o centro de uma rede de relações e conexões com os outros sobreviventes. John Byrne apresentou um Superman muito diferente da sua era anterior, o que deu muita liberdade pra ele brincar e criar coisas novas. Passados 20 anos disso, talvez agora seja interessante brincar com as coisas das eras anteriores que possam parecer novas hoje.
E falando de kryptonianos sobreviventes, Kandor voltou a ser uma cidade engarrafa?
KB: Não até a última vez que a vimos, pelo menos. Mas é kryptoniano por causa da era da Legião, correto? Tem que haver alguma coisa ali…
Entendo… você e Geoff Johns mapearam as relações existentes entre todos os kryptonianos e outros personagens coadjuvantes?
KB: Conversamos bastante sobre isso e mapeamos o que precisava ser mapeado, mas ainda há muita coisa a ser explorada.
Estamos prestes a ver um novo kryptoniano dentro do Universo DC. Como isso afeta a história de Geoff Johns com a Sociedade da Justiça e o Superman do Reino do Amanhã?
KB: O que está acontecendo com a SJA e Geoff é algo completamente diferente e não terá ligações com meu arco. Talvez num futuro possamos pensar em algo…
Algum comentário final para os leitores?
KB: Estou muito contente por ver essa história finalmente chegar às lojas. Os atrasos complicaram um pouco os lançamentos, mas finalmente está aí e mal posso esperar para ver a reação dos leitores e fãs.
Tags:Kurt Busiek, Novo Krypton, Panini, Rick Leonardi, Superespecial, Superman, Terceiro Kryptoniano
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