Postado por Morcelli em Destaque, Especiais, Nos EUA | 7 comentários
Como foi a primeira edição de The Great Ten
[o artigo abaixo contém spoilers]
No início desta semana falamos um pouco sobre os Dez Grandioso aqui no Multiverso DC, além de mostrarmos uma prévia da primeira edição da minissérie de dez partes que estes novos heróis ganharam sob a batuta do escritor Tony Bedard e do desenhista Scott McDaniel. Apesar da escolha pouco comum – afinal, se uma editora quer convencer seus leitores de que personagens novos são tão importantes e bons como os antigos ela precisa de gente de calibre altíssimo – o resultado, pelo menos a primeiro instante, mostrou-se uma decisão muito certeira, pois The Great Ten #1 convence. E muito.
Bedard teve o difícil trabalho de criar um universo particular para personagens que, além de novos, situam-se, literalmente, do outro lado do mundo, possuindo culturas e costumes completamente diferentes dos leitores para os quais sua revista será vendida, mas conseguiu fazer uma história empolgante, com várias referências ao contexto histórico da China e não deixou a peteca cair.
Nesta primeira edição somos apresentados, mais especificamente, ao Médico Perfeito e como ele ingressou a equipe dos Dez Grandiosos. A história é contada com os detalhes necessários, sem muita enrolação, o que abriu espaço para o autor narrar alguns momentos muito particulares da cultura chinesa e a forma como seu povo age diante de heróis assim. Tudo começa com uma narrativa muito bacana sobre o passado histórico do país, uma apresentação sobre os principais alicerces culturais e religiosos, falando quem foram Lao Tzu, Sun Tzu e Confúcio, além de falar um pouco sobre o taoísmo, budismo e outros aspectos chineses muito relevantes e importantes.
Na segunda parte da história, vemos o momento atual da equipe intercalados com flashbacks do Médico Perfeito e como ele veio a se tornar este herói, mostrando a equipe impedindo um protesto em favor do Tibete – aliás, percebe-se que Bedard fez sua lição de casa, não colocando os protestadores como vilões, apenas como pessoas buscando a liberdade de sue território – e isso já nos faz perceber o quanto o Médico se identifica com estas pessoas e tenta ajudá-las à sua maneira. Mais interessante que isso, é que durante toda a narrativa, alguns balões de narrativa são inseridos em momentos cruciais para definir um pouco mais sobre a China, com notícias de órgãos noticiadores reais e que só aumentam nosso conhecimento sobre este misterioso país – foi uma excelente sacada do autor!
Outro aspecto bem legal de se comentar é a arte da revista. Scott McDaniel não foi uma boa escolha para traço, pois seu modo de desenhar é muito rabiscado para uma história que poderia ter um aspecto mais real. Porém, ele faz paineis excelentes, com layouts inovadores e cheios de simbolismos orientais. Mais uma bela sacada.
Com este primeiro capítulo, Tony Bedard e Scott McDaniel abrem espaço para um canto novo no Universo DC que é tão ou até mais rico que os próprios lugares tradicionais, dando novos ares à uma cronologia reforçada por idas e vindas. A dupla, principalmente o escritor, merece um grande parabéns pela iniciativa e pela qualidade do trabalho. Não é uma revista nota 10, mas não ficou longe disso.
Tags:Dez Grandiosos, Scott McDaniel, Tony Bedard
Suporte o Multiverso DC.com:


Bedard FTW!
Po legal!Espero que saia por aqui de uma maneira decente.Legal que eles não foram pro modo mais facil e não fizeram algo caricato,procuraram realmente ser realista com o país e suas condições.
Uma coisa que eu achei interessante é o backgriound dos personagens, de certa forma. Me parece que o Morrison tentou usar arquétipos já existentes e adaptá-los à cultura chinesa. Por exemplo, o tal ThunderMind, pelo que li, é uma versão chinesa do Capitão Marvel.
E o Médico Perfeito me pareceu demias com o DOUTOR do Authority.
Quero muito ler The Great Ten, essa saga promete.
Brunão, o Authority é de uma das 52 terras paralelas e, segundo o (Blergh) Countdown Arena, Apolo é uma versão do Ray. O que impede que o Médico Perfeito não seja uma versão do Doutor? Até o codinome dos dois são parecidos!
@ Roberto: desencana qu8e Coutndown Arena foi varrido p´ra baixo do tapete, velho.
Quanto ao Apollo ser uma versão do Ray, na verdade eu acredito que isso tenha sido meio que “empurrado” pelo Levitz (jna época ele ainda era presidente e tal), pro ele nunca ter aprovado Apollo e Midnighter como contrapartes de SuperMan e Bátima.
Já o lance de Médico Perfeito e DOUTOR, é possível, mas não creio que seja intencional não…
Quero dizer, não creio que seja intencional fazer deles contrapartes. As semelhanças, creio que são sim.