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ZUR-EN-ARRH – Parte 05: “O Batman pensa em tudo”
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Por Luis Alberto
Voltando ao ponto em que paramos, em Batman 677, o Morcego foi exposto a Librium, uma droga que causa inclusive confusão mental e transtornos/alteração de memória. Ao ouvir Zur-En-Arrh (da boca de Jezebel), entra em colapso e fica indefeso na Bat-Caverna, sendo exposto a mais drogas diferentes aplicadas pelo Dr. Hurt, o chefe da “Luva Negra”. Acorda então sem memória (por efeito da droga) na lixeira da cidade, como um mendigo. Contudo, seu instinto de defesa, reflexos e os traços da personalidade de Batman (não da fachada fina e social de Bruce Wayne) permaneceram praticamente intactos.
Apesar de Hurt ter incutido a frase gatilho na mente do Batman, e mais tarde induzido sua fraqueza mental através de uma overdose de drogas, tornando-o novamente suscetível a Zur-En-Arrh, a motivação de Batman/Bruce se tornara tão forte que mesmo um mecanismo de pará-lo a força não surtiria efeito por completo. Em Batman 681, vemos Bruce questionar se poderia criar uma “personalidade de Emergência”, como uma defesa a um ataque à sua mente. O resultado foi a criação do Batman de Zur-En-Arrh, uma personalidade reserva do Batman.
Em Batman 678, Bruce, totalmente sem orientação de quem é ou do porquê está tão “na fossa”, reflete sobre Zur-En-Arrh, e visto que possuía em suas mãos o “Bat-Rádio” (que nada mais era do que um simples rádio de pilha – aparentemente), conclui ser o Batman. Claro, o Batman de Zur-En-Arrh. Um detalhe interessante nessa “transformação” é o balão da voz. Ela muda totalmente quando ele coloca (ou tira) o capuz na cabeça, caracterizando uma personalidade totalmente nova e diferente.
Na Ed. 679 de Batman (Batman 82 – Panini), Bat-Mirim lembra do “Milagre do Beco do Crime”, quando dos pesadelos de um menino, algo inesperado despertou (o que será hein?). Na sequência, vemos Bruce e seus pais assistindo a “Marca do Zorro”, onde o justiceiro diz a seguinte frase:
“Isto vai te lembrar que eu estive aqui e posso voltar”
O Escocês não pôs isso à toa, evidente. Esta frase está relacionada a marca do Zorro, o “Z” deixado por ele por onde passava. Contudo, a mesma frase pode ser aplicada ao Batman, sendo que a marca em questão era a violência cometida contra os inocentes (representada pela morte dos seus pais), e neste caso (a marca) não seria gerada por ele, mas um aviso: enquanto houver em Gotham violência (física ou não) contra inocentes, sempre haverá um Batman para impedir.
Por isso, quando Zur-En-Arrh entra em ação e puxa o freio de mão do Batman, “Tiano” (o sósia de Batman do outro mundo) entra no jogo. Ele é a personificação do Batman selvagem, sem controle e com Bruce Wayne “desligado” (como o que é visto, por exemplo, no clássico de Frank Miller, The Dark Knight Returns, onde a personalidade de Bruce Wayne é praticamente deixada de lado). Seus poucos momentos conectados a razão são induzidos pelo seu parceiro de todas as horas, o Robin de Zur-En-Arrh Bat-Mirim (!). Batman se vê como um soldado numa guerra, onde tem de fazer o necessário a fim de atingir seu objetivo. Em Batman 680, vemos o diálogo do Bat-Mirim para o Batman:
“Eu sou o último eco da sua razão, Batman.”
Perceberam? O último vestígio da razão do Batman é uma alucinação provocada por uso de drogas somado a um trauma mal recuperado… Ao fim da história, o Batman finalmente entende a loucura do Coringa, porém isso custa, ao que parece, o que resta de sua sanidade!
Acabou? Não… Tem só mais um pouquinho!!!
Tags:Batman, Batman 70 Anos, Batman: Descanse em Paz, Grant Morrison, Zur-En-Arrh
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Paul Dini Kd vc !!!!!!!!!!!!!!
essa é a parte que eu mais gosto de RIP
Z de Zur en arr
Haha! Boa Diogo!