22/10/2009

Postado por Morcelli em Destaque, Especiais, Nos EUA | 3 comentários

Resenha de JLA #38 – A chegada de James Robinson

[o artigo abaixo contém spoilers]

JLA Cv38 dsUma das coisas que mais mexe com os leitores quando é bem feita nos quadrinhos é o cerne psicológico de cada um dos personagens que envolve a história que está sendo lida. Mais do que isso, a psicologia cercando uma dinâmica de grupo dá a liberdade ao escritor de se aprofundar nestes personagens tornando-os mais amigáveis para todos os leitores, fazendo deles avatares ou arquétipos de pessoas reais. Muito disso está incluído nesta primeira edição da Liga da Justiça da América de James Robinson e Mark Bagley e foram estes fatores que tornaram esta leitura tão prazerosa.

[veja a prévia da edição aqui]

Primeiramente é necessário que fique claro: ainda falta muito para que a nova Liga da Justiça seja tão boa quanto já foi em tempos de Keith Giffen/J.M. DeMatteis ou Grant Morrison/Mark Waid/Joe Kelly, mas mesmo assim é um primeiro sinal de bons trabalhos realizados com a equipe como só Brad Meltzer conseguiu fazer nos últimos 5 anos na cronologia oficial da DC Comics. A trama mostra Vixen se reunindo na velha caverna de Happy Harbor com o Homem-Borracha, Dra. Luz e Tornado Vermelho. Todos sofreram injúrias de Prometheus na minissérie Cry for Justice, também de Robinson, e agora querem reunir a Liga com todas as forças que restaram, mesmo com os últimos acontecimentos do Universo DC – um novo Batman, Mon-El no lugar do Superman, A Noite mais Densa (que inclusive é citada aqui) etc. Ela quer se certificar de que estes herois que ela reuniu são capazes de serem a semente de uma nova geração da Liga da Justiça.

Enquanto isso acontece, o Gaio parece estar fugindo de uma grande ameaça, mas é alvejado de forma fatal (ou pelo menos é o que parece), quando tentava justamente chegar até à Liga da Justiça para avisá-los de um perigo que estava chegando. Certamente, é um plot que será desenvolvido nas próximas edições, e a coisa é feita de uma forma que deixa os leitores bastante curiosos.

Sem nenhum motivo aparente, Despero invade a caverna para derrotar todos os que estão ali. As motivações do vilão não ficam muito claras, mas uma coisa é óbvia: Robinson quis usar o vilão especial apenas como um recurso narrativo para mostrar a dinâmica destas pessoas e quem mais pode ajudá-las. Zatanna dá as caras e consegue ajudar os presentes, mas um poder externo e muito maior que o dela é que faz com que Despero suma, deixando todos um tanto quanto cabreiros. Quando tudo acaba, Vixen sente-se um nada em meio a todos os acontecimentos e passa a acredita que ela e seus amigos não serão suficientes para um retorno da Liga, mas as coisas devem mudar nas próximas edições.

Ao final, já é dada a dica de que o próximo desafio é o Dr. Luz zumbi, que ocorrerá na próxima edição. O saldo final é bem positivo, começando com um capítulo coeso e, principalmente, ótimos diálogos entre os herois, que é o grande trunfo de Robinson aqui – não que ele seja um Quentin Tarantino, o maior especialista em diálogos que existe, mas o trabalho dele nesse sentido é muito bom aqui. Que continue assim!


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Suporte o Multiverso DC.com:
  1. Eu já não gostei. Despero aparece do nada, Vixem reclama da falta de um Superman como se ele tivesse a obrigação de ter estado lá para ajudá-los (quando ele não obrigou ninguém a virar super-herói, ela virou porque quis), Despero toca o terror geral, e depoisq eu a zatanna aparece, está todo mundo bem de novo, só um pouquinho feridos, Home Borracha está patético, aliás, pra mim todos os personagens (sendo que dois deles foram magistralmente bem caracterizados pelo Brad Meltzer) estão patéticos, para dizer o mínimo. Os diálogos podem até ser interessantes, mas a caracterização dos personagens e a história foi sofrível. Sei que ela tem ligações com Cry for Justice, mas mesmo assim, era necessário uma história mais coerente. Pra mim o único saldo realmente positivo foi a sequência com o Gaio, esssa sim interessante e bem escrita e deixa o cara realmente curioso pro que vem a seguir…

  2. Bem,pela resneha,foi uma bela surpresa,mas como não leio scan(e nem estou na posição de condenar quem faz isso) vou ter que esperar chegar por essas terras mesmo.

  3. eu até gostei da edição, mas tenho duas reclamações

    1- completamente desnecessario o Despero ali, foi só para ter uma cena de ação (desnecessaria)

    2- BN mais uma vez ATRAPALHANDO o resto das historias que estão rolando na DC (desnecessariamente)

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