Resenha de Blackest Night: Titans #2
[o artigo abaixo contém spoilers]
Uma das coisas curiosas a respeito de Blackest Night até agora é como determinados tie-ins do evento têm sido muito mais interessantes que a própria série principal. Este, sem dúvidas, é o caso de Blackest Night: Titans #2, que chegou arrebentando a porta nesta última quarta-feira. Os roteiros de J.T. Krul e a eficiente arte de Ed Benes têm dado um grande movimento à história focada nos jovens heróis da DC.
Continuando exatamente de onde a edição anterior parou, Lilith e Terra revelam sua verdadeira natureza aos Novos Titãs na Torre e consegue não apenas derrubá-los, mas também a própria torre – no sentido literal do verbo! Aliás, o que é mais interessante e divertido na minissérie voltada exclusivamente aos Titãs é que ela é a única que está mostrando uma verdadeira história de zumbis, com perdas cabíveis e acontecimentos assustadores, tais como a cena em que Donna Troy pega o corpo de seu bebê no colo e ele lhe morde no ombro numa cena monstruosa, gore e genial.
Outra coisa bem bacana de se ver é a libertação de Gar sobre o amor hipnótico de Terra, que o faz enxergar a verdadeira natureza do zumbi dela e tenha coragem de lidar com ela da maneira correta. Mas, definitivamente, os dois fatos mais bacanas que acontecem aqui são os ganchos trazidos ao que acontece com Donna no começo da história e o que aconteceu com Rapina e Columba na edição anterior. No primeiro caso, a irmã da Mulher-Maravilha parece ter sido dominada por alguma força dos Lanternas Negros devido à mordida de seu bebê. Ainda é difícil prever o que acontece, mas as insígnias do Mão Negra em seus olhos podem indicar que ela se tornará uma Lanterna Negra mesmo estando viva. Será?
No caso de Rapina e Columba, agora Dawn deve enfrentar e se proteger contra o Rapina original somado à sua irmã. Mas o fato realmente curioso é que ela não demonstra sentimento nenhum e os Lanternas Negros não conseguem obter nenhuma leitura dela – é como se a aura de paz dela impedisse e confundisse todo o anel negro. A prova disso é que Holly, agora zumbi, grita “SINTA ALGUMA COISA!”. É óbvio que isso é uma dica muito importante para a solução desta saga.
Todo o balanceamento entre movimento e ação na narrativa vem sendo explorado de forma muito simples mas muito eficaz também pela dupla Krul/Benes e mostraram ares ótimos para um grupo de heróis que vem passando por uma mesmice há anos. Até agora este tem sido o melhor tie-in ligado ao evento, e mostra que haverá mudanças realmente importantes para determinados heróis após o término de toda esta saga. Tomara que a próxima edição feche muito bem as duas anteriores.








Depois de ter visto a imagem do pequeno Robert Troy-Long zumbi mordendo a própria mãe só uma coisa passa pela minha cabeça: como diria o Rafinha Bastos do CQC…
EU VOU SONHAR COM ESSA PORRA!!!