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Arquivos do Morcego: “As dez Noites da Besta”
Por Diego DDA
Muito bem amigos, já devem me conhecer. Escrevi algumas coisas para o Multiverso DC e essa será minha coluna mensal: “Arquivos do Morcego” em que faço uma analise das historias do Homem-Morcego!
Neste mês escolhi “As Dez Noites da Besta”, escrito por Jim Starlin (ame-o, ou deixe-o) e desenhada pelo competente Jim Aparo. Antes de mais nada, “As dez noites da Besta” não é um clássico, e sim um exemplo de uma boa história, citada por muitos fãs – entretanto, o roteiro é recheado de clichês, mas nada que prejudique a história.
Com o fim da URSS, o KGBesta e um ajudante são enviados à América para o ultimo ato glorioso dos Sovieticos, acabar com todos os envolvidos do famoso “Projeto Guerra Nas Estrelas”. A lista de pessoas vai de cientistas até o presidente dos EUA.
Desembarcando em Gotham City, a Besta começa a matar os envolvidos com o tal projeto, e Batman vai em seu encalço, iniciando assim uma corrida contra o tempo, para que o gigante soviético não mate os responsáveis do projeto.
A devoção do KGBesta em concluir o seu trabalho é o ponto alto. Ele corta a sua própria mão para escapar do Batman, e é muito inteligente – o Batman sempre tenta ficar um passo a frente, mas não consegue, a não ser no final da HQ, que consegue emboscar a Besta. O Robin aqui é Jason Todd, que vai ser morto mais tarde, por Starlin, e prova mais uma vez que é um coadjuvante sem valor. O Comissário sim prova seu valor, ajudando o Cavaleiro das Trevas em sua caçada contra o KGBesta. O fato “vergonha alheia” da edição é Batman raptando o presidente para depois explicar que vai salva-ló. Um fato curioso, sem duvida alguma, é que quando o Batman prende o KGBesta no esgoto, o abandonando para a morte, foi quase que uma “morte” cometida pelo o Cruzado Encapuzado e, se for considerada assim, a primeira Pós-Crise.
No geral, considero uma ótima historia, nada de um clássico, mas sim para o leitor que quer conhecer mais do passado do Batman.
E a Besta, cadê?
O KGBesta foi um ótimo vilão, mas onde diabos foi parar ele depois disso? Bom,, se formos levar em consideração, essa foi a primeira e ultima aparição “útil” que o KGBesta. Escritores não souberam trabalhar com ele, e hoje em dia, KGBesta já morreu – até, algum dia, algum escritor maluco ressuscitá-lo. O caminho natural para a Besta seria de virar um mercenário, coisa que aconteceu, mas, acabou se tornando um bucha. Vale citar ainda que a aparência do KGBesta com o Bane é “mera” coincidência.
Publicado em Batman 417 a 420, e aqui no Brasil em uma edição de luxo da Abril, não deve ser difícil de encontrar nos sebos da vida.
Tags:Arquivos do Morcego, As Dez Noites da Besta, Batman, Batman 70 Anos, Jim Aparo, Jim Starlin, KGBesta
Suporte o Multiverso DC.com:




KGBesta vai voltar como Lanterna Negro,já até apareceu acho.
“Jim Starlin (ame-o, ou deixe-o)”. O mesmo vale para o Jim Aparo. Muita gente abomina o cara…
O problema do KGBeast é o mesmo do Bane, do Doomsday (!) e talvez até do Slade. Um cara muito foda, que vem para dar porrada no herói (ou grupo), mas depois que é superado, fica fácil vence-lo, pois vc já saca a manha do inimigo (saca Super Mario World, que depois que vc zera umas 3 vezes, consegue zerar o jogo em 15 min.?).
Bem, de toda forma, ele daria uma boa dupla com o Deadshot… Ou não!
Eu me lembro de ter lido As Dez Noites da Besta no fim da minha infância. Achei o máximo esse KGBesta e a história, só não gostei muita do traje do KGBesta.
O lance é que o KGBesta como foi mostrado ali foi o principal e melhor assassino da KGB e não era um vilão furreca pra ser usado em qualquer aventura. E isso o deixou de lado e quando lembravam dele era pra histórias que não condiziam com ele, tipo sendo capanga de um bandido pé de chinelo em Gotham. Ele era o tipo de vilão que faria ataques terroristas nos EUA e o Batman que se vire pra deter, ele poderia ter sido usado em histórias estando sob comando de Ra’s al Ghul que o contratou pra um de seus serviços grandes.
Eu sempre me perguntei se o trocadilho “KGBeast” funcionaria se dito em russo…