Por Diego DDA
Todos que leem quadrinhos conhecem Alan Moore. Todos sabem da contribuição do autor, e sua atual relevância por meio de suas histórias na indústria nas últimas décadas. Todos têm o conhecimento de como Moore gosta de atacar a DC atualmente, desde sua linha editorial até os recentes eventos que ocorrem nas HQs e mesmo Hollywood por tentarem adaptar suas obras para o cinema. Em uma das suas ultimas declarações, Moore criticou duramente o principal evento da DC no ano de 2009, Blackest Night, que vem sendo escrito por Geoff Johns. Veja o artigo na integra aqui!
“Eu percebi que a DC parece ter baseado seu mais recente evento numa pequena história de oito páginas que eu escrevi para o Lanterna Verde há uns 25 ou 30 anos atrás. Eu pensaria que isso é um sinal de desespero e humilhação por parte deles. Quando disse em entrevistas que o mercado de quadrinhos não tem uma boa idéia nova há anos, estava realmente sendo sacana. Não esperava que as empresas se preocupasse com uma afirmação dessas e pensassem ‘É, ele tem razão. Vamos ver se podemos encontrar algum conceito velho e transformar numa saga espetacular’. (…) Estamos vendo a morte dos quadrinhos americanos. (…) Pegue uma idéia e faça algo novo com ela! Façam com que os quadrinhos brilhem novamente. Mas acho que faz anos que alguém da indústria não tem talento para isso. (…) Sinceramente duvido que o mercado de quadrinhos dure mais que cinco anos a partir de agora.”
Chamo essa atual fase pelo que Moore está passando, de de “palhaço que põe fogo no circo”. Enquanto Moore tiver oportunidade de atacar a DC publicamente, ele o fará, mas temos de concordar que a maior parte do que o Mago Inglês falou acima é, nem mais nem menos, a pura verdade. Mas o que o Multiverso DC vem fazer é ver se realmente há referências deste conto que, publicado nos EUA em Tales of Green Lantern Corps Annual #2 e aqui no Brasil em Grandes Classicos DC – Alan Moore, na saga idealizada por Johns.
No conto escrito pelo simpático barbudo, Abin Sur se depara com o planeta Ysmault, enquanto procura por uma nave que caiu no mesmo planeta. Quando indaga ao anel sobre o planeta, já é advertido que o local é um território proibido pelos guardiões de Oa. Entretanto, mesmo assim, Abin fica sabendo sobre a origem de Ysmault, que antes era lar do terrível Império das Lágrimas. Já em terra firme ele encara um lugar que parece ter saído da cabeça de algum “morador” do Asilo Arkham. Tentado por alguns demônios, ele então vê Qull das Cinco Inversões, e oferece ao Lanterna Verde a chance de fazer 3 perguntas que seriam respondidas por ele. De primeira o Lanterna pergunta onde está a nave que caiu em Ysmault, e o demônio dá a localização exata da nave e Sur parte ao resgate de um único sobrevivente.
Depois do resgate, Abin Sur, parecendo confiar no demônio, pergunta sobre o seu futuro. Qull responde que a morte o aguarda, e que seu anel energético irá falhar em um momento, e Sur morrerá. Ele também entrega que o sucessor do Lanterna Verde será considerado o maior Lanterna de todos os tempos. Para fechar, Sur pergunta qual será o maior perigo que a Tropa dos Lanternas Verdes irá enfrentar… a Catástrofe Final. (alguém disse Blackest Night?) – todos os inimigos de Oa se unirão para a total erradicação da Tropa dos Lanternas e Sodam Yat, considerado o Lanterna Supremo, será liquidado ao enfrentar os inimigos. O Lanterna, um pouco abalado com as declarações de Qull, parte de Ysmault, e deixa os demônios a mercê do seu próprio esquecimento. Mais tarde vemos o Abin indagando ao seu anel se alguma falha da mesma natureza que Qull mencionou pode mesmo acontecer, decidindo então que começará a viajar em naves estelares a destinos mais longínquos.
A historia corta: vemos Abin Sur penetrando a atmosfera terrestre com sua nave em chamas. Ele se lembra do que o demônio Qull das Cinco Inversões lhe falara, e as risadas do demônio parecem ecoar até o setor 2814… Vamos aos fatos: falar que Johns não se inspirou nesse conto que Moore escreveu há exatos 23 anos atrás seria exagero. Entretanto o nosso amigo Ethan Van Sciver, fez um comentário infeliz em um forum:
“Ridículo. Em nenhum momento, durante minhas conversas com Geoff, falamos de Blackest Night e a profecia de Alan Moore – seria difícil, já que eu nunca a li. Eu acredito que a idéia veio primeiro, com Geoff unindo alguns elementos da cronologia clássica dos Lanternas Verdes usando partes de velhas histórias. É como ele trabalha. Mas a idéia veio de nossa união para criar algo, e não tem NADA relacionado em repetir o que Alan Moore fez há 25 anos atrás…“
Não há palavras para se expressar sobre os comentários de Ethan, apenas risos. Não sei se Moore já tem conhecimento desse comentário, mas se tem, ele virá a publico para criticar o desenhista ou simplesmente ficar quieto se divertindo. Falar que não é baseado no conto de Alan, é um exagero. No Conto temos, Sodam Yat, A Profecia, Ysmault e mais uma serie de outros elementos. Não admitir que Johns se inspirou nesse conto, é como Ethan diria, ridiculo.
O fato é Johns e Sciver são fanboys, produzindo uma saga exclusivamente para fanboys. Obvimante, não vejo mal algum nesta inspiração que Johns pegou – o mal real é: quanto tempo isso vai durar? Acredito que dois anos ou um pouco mais e teremos apenas pequenas menções sobre o evento que foi Blackest Night. Admito que não espero isso da saga, espero algo que possa realmente ser memorável. Admito também que admiro o trabalho de ambos, afinal, Johns tirou Hal do esquecimento e colocou o herói de novo no mapa. Os fãs devem agradecer a dupla pela realização do filme que deverá ser lançando em 2011, pois desde Lanterna Verde: Renascimento, os personagens veem sendo tratados de forma única.
De qualquer forma, encarem os fatos fanboys: se Johns não se inspirou realmente no conto de Moore, eu diria que o escritor americano tem fumado muito narguile com um certo Deus Lagarto…
Tags:Alan Moore, Blackest Night, Ethan Van Sciver, Geoff Johns, Lanterna Verde, Tygers
Suporte o Multiverso DC.com:












18:18 on setembro 30th, 2009
Que houve inspiração no conto de Moore, isso é inegável. Mas houve também a continuação e a REALIZAÇÃO daquilo que foi apenas mencionado pelo mago barbudo mau humorado supremo. Não vejo mal algum e usar histórias antigas e atualizá-las para os tempos modernos… isso é feito contantemente nos quadrinhos e faz parte das engrenagens que movem essa indústria. Isso não quer dizer que Geoff Johns SÓ faça histórias recicladas e que ele nunca teve uma idéias original na vida… dizer isso seria uma grande injustiça. Grant Morriso está baseando toda a sua saga atual do Batman em quadrinhos de décadas atrás… assim como fez com a Liga da Justiça quando escrevia o título. Mas só por isso ele nunca foi original? Já leram “Os Invisíveis”?
Quanto ao Barbudo inglês (que eu adoro e vou morrer fã dele, mesmo com todas as merdas que ele fala), não vamos nos esquecer que quando ele escreveu o personagem SUPREMO criado por Rob Liefeld, ALAN MOORE RECICLOU TODAS AS ANTIGAS HISTÓRIAS DO SUPERMAN E AS ATUALIZOU PARA OS DIAS DE HOJE… e mesmo assim é um trabalho genial, uma leitura obrigatória para todos os fãs do Superman… são histórias tão divertidas quanto as da saga A Noite Mais Densa… porque isso é o que elas devem ser; não obras literárias vencedoras de prêmios internacionais… mas, simplesmente DIVERTIDAS.
18:34 on setembro 30th, 2009
Faço as minhas palavras ao colega Garrit, não mundo uma vírgula ou ponto do que ele escreveu.
22:46 on setembro 30th, 2009
O Geoff Johns é a putinha do DiDio !
Faz uns roteiros mequetrefes requentando idéias dos outros e ainda para perfeito gozo do DiDio utilizando elementos da Era de Prata que todos sabem ser a Era predileta do infame editor.
Agora, comparar as referências utilizadas tanto pelo Morrison qto. pelo mago Alan Moore em suas histórias com o que o Geoff Johns faz é, no mínimo, canhestro.
Enquanto os dois autores se utilizam de forma profunda e extremamente bem alicerçada de roteiros antigos criando uma mitologia única, Johns apenas reesquenta algumas idéias pra agradar a fanboyzada com roteiros rasteiros e superficiais.
Basta analisar as nuances do trabalho do Morrison nas inúmeras matérias aqui do Multiverso DC por exemplo, para se ter uma noção da enorme diferença no padrão de qualidade entre os autores.
22:55 on setembro 30th, 2009
concordando com todos (com o texto e com os comentarios)
eu só tenho a acrescentar que Jhons aproveitar as ideias que Moore e outros artistas colocaram na mitologia dos LVs de longe a melhor ideia de BN
PS: só discordo num ponto, até agora comparar Supremo do Moore com BN é como comparar Senhor dos Aneis com Angus
23:35 on setembro 30th, 2009
“Isso não quer dizer que Geoff Johns SÓ faça histórias recicladas e que ele nunca teve uma idéias original na vida…”
Tudo bem, pode até não querer dizer. Mas que o Johns SÓ faz histórias recicladas, é fato. até os personagens que ele CRIA são reciclados de outros, e tal…
0:01 on outubro 1st, 2009
Desculpe discordar, Brunão, mas uma pessoa que escreve 5, as vezes 6 títulos mensais, não pode SÓ basear suas idéias em outras já usadas…
Outra coisa, eu queria retificar que ao comparar Supremo de Moore com Noite mais densa de Jonhs, não estava me referindo à qualidade da história e sim ao fato de serem novas roupagens de conceitos já usados anteriormente. Até porque, como eu não li nenhum número de Noite mais densa, não poderia comparar. Pessoal, não queria causar polêmica, sou fã do Moore em um nível Supremo (hehe) e também de Geof Jonhs, mas sem comparações. Só que em meio a tanto lixo nas bancas, as Hqs dele são as que tem me agradado mais, principalmente as atuais do Superman que estão saindo pela Panini.
0:11 on outubro 1st, 2009
hahahahaha Deus Lagarto!
isso me lembra The Doors e o Grande Jim Morrison
enfim , Alan Moore é foda, Jonhs Tbm, to esperando ancioso por Blackest Night, e viva a Batman R.I.P e ao Coringa
0:42 on outubro 1st, 2009
“Tudo bem, pode até não querer dizer. Mas que o Johns SÓ faz histórias recicladas, é fato. até os personagens que ele CRIA são reciclados de outros, e tal…”
o que não é necessariamente ruim
0:43 on outubro 1st, 2009
@Garrit
Uma coisa que eu e o Brunão estávamos discutindo na última gravação nossa, de Blackest Night #3, é que o problema é QUEM recicla as idéias. A Liga Extraordinádia do Moore é uma reciclagem de personagens clássicos da literatura inglesa. Agora, estamos falando de uma pessoa que tem uma bagagem cultural inimaginável, enquanto o Geoff Johns é só um escritor de quadrinhos comum. Ele é sim ótimo, adoro muitas coisas que ele fez, mas Blackest Night é uma reciclagem tão grande que até agora não mostrou a que veio. Alguns tie-ins estão mais legais que o proprio evento principal, que, estando quase na metade já, não foi a lugar nenhum. Isso é muito problemático. Ele está escrevendo a mesma coisa a anos e precisa SE RECICLAR logo antes que caia no marasmo pra sempre.
1:00 on outubro 1st, 2009
“Alguns tie-ins estão mais legais que o proprio evento principal, que, estando quase na metade já, não foi a lugar nenhum. Isso é muito problemático. Ele está escrevendo a mesma coisa a anos e precisa SE RECICLAR logo antes que caia no marasmo pra sempre.”
Isso sem falar, por exemplo, em Flash – Rebirth que já está na 4ª edição e até agora tbém não disse a que veio.
Além de trazer um Flash “Era de Prata”, lógico….
1:17 on outubro 1st, 2009
Bom, não acredito que Johns seja um mal escritor.
Acredito que reciclar ideais, sim, seja algo bom, mais como o Morcelli disse acima, BN tá ai, e até agora nada…continua morna, só prometendo.
Quanto a fase do Morrison, sim eles está baseando em outras eras, mais esta fazendo competentemente não apenas como um fanboy qualquer.
Já disse pro Morcelli uma vez e deixo aqui para vocês: Se BN acaba amanhã e o resultado é o Hal de novo como Parallax, vai ter fanboy comentando aqui no Multiverso que uma das melhores coisas que já leu na vida.
1:19 on outubro 1st, 2009
Jeferson:
Quem trouxe o Barry de volta foi o Morrison,ela não deu explicação para a volta do mesmo.Morrison é fanboy do Barry e por isso trouxe ele de volta em Crise Final.A unica informação o Morrison deu para isso foi que o Barry ficou esses anos todos correndo do morte,mas não explica por que só agora ele voltou ao DCU.A explicação que o Morrison queria o Barry em sua mega saga.
11:22 on outubro 1st, 2009
Concordo que a ideia é nítida que veio de um conto da lenda Moore.
Mas em momento algum o Mago explica como seria que essa Catástrofe Final, ele não disseca a fundo o tema.
Por mais que seja uma história repetida, batida, etc, a ideia dos Lanternas Negros como zumbis, pelo menos até onde se sabe, veio do Johns.
Então, não se pode tirar os créditos do Geoff Johns pela atual saga. O cara é bom, é coerente e os argumentos dele, realmente às vezes requentados, são muito bons.
Aquela saga que ele escreveu pro Superman sobre o Brainiac é muito boa. A atual fase do Lanterna publicada na Panini também é interessante e gostosa de ser lida. O leitor acaba ficando na expectativa do próximo número, para observar o desenvolvimento da narrativa.
E, sinceramente, que bom que o cara é fanboy. Mil vezes alguém que sabe valorizar e respeitar aquilo que escreve em HQ do que simplesmente tirar ideias da caxola e fazer algo totalmente fora da realidade do personagem.
Então, Moore você é excepcional, mas não concordo que estamos vendo a morte dos quadrinhos americanos.
14:39 on outubro 1st, 2009
eu que eu acho foda em BN não é nem a questão se ela tá boa ou ruim, mas sim o desproposito dela
BN tá sendo apresentada como uma megasga de todo o universo DC, mas se estivesse restrita só às revistas dos LVs e uma ou outra influencia aqui e acola (como foi com Sinestro Wars) estaria muito melhor
mesma coisa para Flahs Rebirth, não é que a historia esteja ruim, mas é que ela não tem força para se sustentar como especial, se fosse só nas revistas do Flash estara muito melhor
16:06 on outubro 1st, 2009
“.A explicação que o Morrison queria o Barry em sua mega saga.”
Não, nem é. Desculpa cara, ams nem é. um dia eu ainda escrevo um especial pro Multiverso entitulado “COMO DAN DIDO SABAOTOU O FLASH – e depois se masturbou pensando em Barry allen”,
19:33 on outubro 1st, 2009
“.A explicação que o Morrison queria o Barry em sua mega saga.”
“Não, nem é. Desculpa cara, ams nem é. um dia eu ainda escrevo um especial pro Multiverso entitulado “COMO DAN DIDO SABAOTOU O FLASH – e depois se masturbou pensando em Barry allen”,
Depois desta exemplar explanação do Brunão, nem vou mais me preocupar em responder qto. a chupação do Johns e sua total falta de originalidade.
Fiquemos no aguardo de tal matéria especial do Brunão.
Como diria sabiamente Ted Kord:
BWA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA !!!!!
20:22 on outubro 1st, 2009
O Brunão, meu comentário é baseado nas declarações que eu li do Morrison sobre FC e sobre a volta do Barry Allen.Não tenho conhecimento sobre o assunto por trás dos bastidores da DC Comics e das decisões editoriais do mais safado editor chefe que existe nos quadrinhos , não teria como saber.Só acho estranho e improvável alguém como o Morrison ter mudado uma historia que ele escreveu a mais de três anos antes do seu lançamento por causa de um infeliz como Dan Didio.Vou aguarda seus argumentos sobre o assunto nessa futura matéria para o MultiversoDC.
P.S.: Ultimamente é errado as pessoas fazerem um comentário ao contrario das demais pessoas sobre um assunto que deveria ser levado com mais calma e leveza que é os quadrinhos.
23:27 on outubro 1st, 2009
É, o pessoal tá a ponto de pegar em armas e mandar chumbo pra que não concorda com suas opiniões… engraçado… isso parece coisa de fanboy inconformado….
0:34 on outubro 2nd, 2009
Nah, nem é chumbo. Mas é fato. Qunato ao Morrison mudar ou não a história, olha… eu nem sei até onde vai, mas sei que ele foi censurado pacas em FC sim. MAs que ele foi censurado com a Mulher Maravilha, é fato. E com o final tb, provavelmente (por isso saiu aquela merda). Quanto à Barry Allen, o plano original do didio era fazer ele voltar em Crise Infinita (lembram quando o Bart voltou com a roupa do Barry? Pois então, não era pra ser o Bart).
E isso já foi posto a públlico tanto pelo Didio quanto pelo Johns. (e pelo Van Sciver tb, mas cada vez MENOS eu levo a sério o que EVS fala).
E o Morrison, na real, só gosta mesmo é do UNIFORME. 95% do que ele disse sobre FC, aliás, disse pra não pegar mal com o chefe. XD
1:16 on outubro 2nd, 2009
Bem, eu duvido que o Didio tenha controle sobre o Morrison, o unico que tem controle sobre ele é o fornecedor =P .No geral gostei de FC,tendo ou não censura,mas não achei que foi uma historia para mega-eventos, não serve para quem gosta de ver historias de heróis se porrada , infelizmente é o que vende revista.
1:51 on outubro 2nd, 2009
“Censurar” é diferente de “ter controle”. Qq vc acha que o Apolo tava fazendo no meio dos supermen em FC 07? XD
(… escuta o pod de FC 07 ( acho que é o 13) que a gente até toca bastante nesse assunto …)
12:34 on outubro 2nd, 2009
[Então, Moore você é excepcional, mas não concordo que estamos vendo a morte dos quadrinhos americanos.] 2
Eu não entendo Alan Moore. Ele deve ser genial demais para um mero mortal como eu poder entender. Como pode o autor de algumas das melhores histórias em quadrinhos já publicadas odiar o próprio tabalho? A impressão que tenho ao ler certas declarações dele, é que se pudesse voltar no tempo, ele queimaria os roteiros de Watchmen antes que pudessem ser publicados. Eu sei que a decepção com as grandes editoras foi muito grande, que ele foi extremamente sacaneado, viu vários amigos e grandes artistas serem sacaneados… mas como ficamos nós, fãs do trabalho dele? Não ficamos, essa é a resposta. Talvez eu seja egoísta, talvez ele seja mau humorado demais. Ao contrário do que ele declara em entrevistas, eu acredito no futuro dos quadrinhos sim. E existem muitos criadores de qualidade que ainda não desistiram. Neil Gaiman, Warren Ellis, Grant Morrison, Brad Meltzer e muitos outros não me deixam mentir.
Continuo sendo fã do trabalho de Moore em quadrinhos, mesmo ele tendo se aposentado, mesmo ele tendo se arrependido de ter escrito boa parte de sua obra. E vou continuar comprando todo e qualquer material relacionado a ele, pois gosto de bons quadrinhos, boas histórias. E por mais difícil, mais penoso e espinhoso que seja, eu gosto ainda de Alan Moore.
E se os atuais roteiristas tiverem que imitar alguém, imitem Alan Moore. Ele é o melhor!
15:41 on outubro 2nd, 2009
Moore não odeia o próprio trabalho. O que Moore odeia é o que o trabalho dele causou. E ele tpá ceryo velho: Watchmen, por mais foda que seja, levou há 15 anos de histórias de heróis mal-encarados, mnal-humorados e mal-amados reclamando da vida e repetindo quais são seus próprios traumas em cada edição, SEM a profundidade que Watchmen tinha.
O próprio Moore disse que, com MarvelMan, o que ele esperava é que o povo fosse se tocar que as coisas pdoiam ser reinterpretadas se usando de novas abordagens, novas idéias, NÃO que TODO MUNDO fosse escrever “histórias sombrias”. O que Alan Moore odeia é ter, sem querer, criado um clichê. E digo mais, eu concordo com o barbudo.
Se fosse pra se pegar um conceito de Moore e REALMENTE se expandir em cima dele, eu seria 100% a favor. Se for pra ser usado como uma desculpa pra encaixar na cronologia uma história de zumbis meia boca e Hal Jordan dando um soco na cara de alguém… aí, nã sou. É simples, na verdade.
Pra mim, hoje, existem Grant Morrison (apesar dos pesares) e Warren Ellis. Sad, but true.
16:14 on outubro 2nd, 2009
o que mais irrita o Barbudo é na verdade não entenderem o que ele tá falando na revista
em Wachtmen ele tá falando de dramas humanos, mas entendem violencia e sexo nos super herois
isso para ficar no exemplo mais famoso
17:47 on outubro 7th, 2009
[...] está por vir, fica mais evidente a inspiração no conto de Alan Moore,(Você pode ler o artigo do Multiverso DC aqui!) e conduz a trama com competência. Apesar de não ver a hora do Hal dar um soco na boca de [...]
3:39 on outubro 8th, 2009
Por que ouvimos tanto Alan Moore se já sabemos o que ele vai dizer? Por que o ouvimos tanto se nada de novo ele tem para proferir? Todos os achincalhes e críticas a outros e a própria obra. Por que é tão importante ouví-lo? Todos sabemos da genialidade de Caetano ou Gil, mas a mera existência no meio musical impede que uma nova música popular brasileira surja em meio a tantos salamaleques e reverências. Da mesma forma andar ao lado deste gigante impede que toda uma indústria siga um novo caminho, a presença dele não nos deixa seguir. É preciso agir tal como Zeus destronando os velhos deuses Titãs, precisamos de um Raganarock e destronar o próprio Moore. Todos amamos Moore por sua importância e pela genialidade como mudo o rumo das HQs e por mais que ele esteja incômodamente certo em tudo o que diz – e de fato está – tudo tem um limite. Talvez sua posturadesiludida e recalcada seja este indicativo: o gênio que pôs pelo avesso a maneira de narras história em sequencia não vai mais apontar novos caminho. Precisamos esquecê-lo, deixá-lo em paz com sua barba enorme e sua rabugice ( um direito que o assiste ). Precisamos seguir em frente, sem medo! É o deus Moore quem ordena, homens de pouca fé! Nós não precisamos mais de Moore…é ele próprio quem diz isso.